sexta-feira, 25 de setembro de 2009

FRUTO DO MAO DO MAL


Neto de Mao Tse-tung avança no exército chinês

The New York Times
Andrew Jacobs e Li Bibo
Em Pequim (China)

Ele aprecia porções generosas de porco grelhado, conta com uma série de fãs chineses e mantém um blog declaradamente patriótico. Hoje, Mao Xinyu, 39, neto e único herdeiro homem sobrevivente de Mao Tse-tung, tornou-se o mais jovem general-de-divisão do Exército de Libertação Popular, de acordo com a mídia estatal.

Apesar de sua promoção não ter sido oficialmente anunciada pelas forças armadas, ela foi noticiada na quinta-feira (24) pelo "Changjiang Daily" e está entre as principais notícias dos portais da Web chineses, enquanto a nação se prepara para celebrar o 60º aniversário da revolução que levou Mao e os comunistas ao poder.

O mais jovem Mao é um dos quatro netos do Grande Timoneiro, estudou na Escola do Partido Central, é historiador e guardião zeloso do pensamento político de Mao Tsetung.

Apesar de a mídia oficial dedicar-lhe considerável respeito, ele é objeto de zombaria entre chineses, que satirizam seu desempenho medíocre como aluno, seu jeito desalinhado e seu prodigioso tamanho; nos últimos anos, ele ultrapassou os 90 kg.

A reação à notícia de sua promoção nos sites chineses com colaboradores anônimos está cheia de sarcasmo. "Um excelente modelo para nosso exército, um líder militar sem paralelos e teórico de altíssima qualidade", dizia um comentário.

Muitos observaram que Mao tem um filho e uma filha, em uma sociedade onde a maior parte das famílias pode ter apenas uma criança. Mas, diferentemente dos filhos de outros líderes chineses, Mao não tem fama de ser um "principezinho", apelido depreciativo dado aos que usam as conexões da família para obterem oportunidades de negócios lucrativos ou poder político.

Mao já teve ambições de se tornar prefeito de uma grande cidade, mas acabou adotando o que se tornou uma carreira militar recompensadora. Ele também teve algum sucesso escrevendo livros e artigos dedicados ao legado de seu avô.

O historiador não se atém às repercussões dos erros de Mao, inclusive as dezenas de milhões de pessoas que morreram de fome como resultado do fracasso de suas políticas e da brutalidade da Revolução Cultural, que destruiu tantas vidas.

Durante as entrevistas, Mao tece elogios ao avô, que ele descreve como "espinha dorsal do povo chinês", ou simplesmente o Camarada. "Sem a orientação do pensamento de Mao Tse-tung e a teoria marxista, nossa industrialização e modernização não poderiam ter sido feitas", disse ele em entrevista publicada no mês passado pela "Southern People Weekly".

"A China não vai produzir ninguém tão grande quanto Mao Tse-tung nos próximos mil anos."

Mao disse que não se lembra do avô, que morreu em 1976 e deu a ele seu primeiro nome, Xinyu, que significa "novo universo". Seu pai, Mao Anqing, sofria de doença mental e ele foi criado pela mãe, uma fotógrafa e general do exército conhecida por sua mão de ferro na educação.

Em entrevista publicada no ano passado pelo jornal de Guangzhou "News Express", Mao reclamou da pressão por ter nascido na família mais famosa China moderna. "Como descendente do Líder, sofro muito estresse", disse ele. "Sinto que as pessoas estão sempre observando meu comportamento, então tenho que me sair bem."

Tradução: Deborah Weinberg

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2009/09/25/ult574u9701.jhtm

terça-feira, 22 de setembro de 2009

ADEUS, EMÍLIA...





Morre, aos 75 anos, a atriz Dirce Migliaccio

Da Redação

São Paulo - Morreu hoje no Rio de Janeiro, aos 75 anos, a atriz Dirce Migliaccio. Segundo a secretaria municipal da Saúde, ela estava internada com quadro de pneumonia e infecção urinária desde o último dia 8, quando deu entrada na enfermaria do Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Dez dias depois, ela foi transferida para o Hospital Municipal Álvaro Ramos, em Jacarepaguá, onde faleceu.

Em abril deste ano, Dirce também precisou ser hospitalizada após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). A atriz ficou mais conhecida por ter interpretado a Emília do Sítio do Pica-Pau Amarelo, em 1977, e uma das irmãs cajazeiras da telenovela "O Bem-Amado", de Dias Gomes. Ela é irmã do também ator Flávio Migliaccio, que acaba de interpretar Karan Ananda em "Caminho das Índias".

(com informações da Agência Estado)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

DEMOCRACIA LATINA: DIGA-ME COM QUEM ANDAS...




Deputados argentinos aprovam polêmica lei de radiodifusão

da BBC Brasil

Os deputados argentinos aprovaram, nesta quinta-feira, o polêmico projeto de lei de radiodifusão enviado pelo governo da presidente Cristina Kirchner ao Congresso Nacional, que amplia a regulação às empresas de comunicação do país.

Após catorze horas de debates, o projeto da chamada Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual recebeu 146 votos a favor e três contra e será enviado ao Senado, onde há uma expectativa sobre a posição do vice-presidente do país, Julio Cobos, que costuma ser crítico das medidas do governo.

A votação desta quinta-feira terminou com aplausos, uma chuva de papéis picados e a entoação do hino nacional argentino no plenário da Câmara.

O projeto tem 166 artigos e seu texto original foi modificado para que pudesse contar com os votos necessários para a aprovação na Câmara.

Mudanças

Entre as mudanças previstas pelo projeto está a eliminação do artigo que permite que companhias telefônicas tenham o direito de ser proprietárias de meios de comunicação.

O texto aprovado pelos deputados prevê a criação de um órgão regulador dos meios de comunicação, formado por integrantes que, segundo a oposição, deverão contar com o aval do governo.

O projeto inclui ainda a exigência de uma revisão, a cada dois anos, das licenças e concessões de rádio - sob o argumento de renovação tecnológica.

Além disso, o texto determina ainda que empresas do setor não poderão ser proprietárias de emissoras de televisão aberta e a cabo numa mesma região.

O texto prevê também a exigência de que emissoras de rádio tenham a maioria de sua programação de conteúdo local, o que limitaria a abordagem de temas nacionais. Em contrapartida, a medida prevê a autorização para que os meios de comunicação do Estado assumam essa abordagem e tenham alcance nacional.

"Essa nova lei é importante para o país porque a atual data dos tempos da ditadura", disse a deputada Patrícia Vaca Narvaja, do partido governista Frente para a Vitória.

O deputado opositor Claudio Lozano, do Projeto Sul, justificou o voto a favor da medida afirmando que "é melhor do que a lei hoje em vigor".

Lozano destacou ainda que a "retirada" do direito de propriedade das telefônicas foi decisiva para que ele apoiasse o projeto do governo.

"Poder de controle"

Em contrapartida, o também deputado da oposição, Fernando Iglesias, da Coalición Cívica, afirmou que o projeto é "uma lei mordaça" e dará "poder de controle" ao governo sobre os meios de comunicação.

"É uma lei mordaça e as rádios e TVs abertas estarão diretamente sob controle do governo", disse.

A medida que prevê que empresas de comunicação optem entre uma TV aberta ou a cabo numa mesma região gerou preocupação de que o projeto possa gerar desemprego.

Na quarta-feira, durante o programa "A Dos Voces" (Duas Vozes, em tradução livre) da emissora de TV a cabo TN (Todo Noticias), o apresentador Marcelo Bonelli disse que "canais de televisão, como TN, podem deixar de existir ou correr o risco de desaparecer se essa lei for aprovada".

Segundo ele, hoje "ninguém coloca uma arma na cabeça" dos telespectadores e ouvintes para que optem por determinada empresa de comunicação.

"Fala-se hoje que este projeto é necessário para acabar com os monopólios. Mas os argentinos podem hoje escolher entre várias TVs abertas, a cabo e rádios".

Hegemonia x Pluralização

O deputado Claudio Morgado, da Concertación Forja, que votou a favor do projeto, disse que não acredita que a medida vai gerar desemprego, mas que contribuirá para o fim dos "monopólios".

Caso o projeto vire lei, o grupo Clarín, maior do país e apontado como principal alvo da medida, deveria optar entre a TN e o canal 13, por exemplo.

Na opinião do deputado Adrian Pérez, da opositora Coalición Civica, a lei de radiodifusão garantirá a "hegemonia" do governo e "não o pluralismo" de informação.

Pérez foi um dos deputados que deixaram o plenário antes da votação, argumentando que não houve tempo para o debate do projeto, que chegou ao Parlamento há duas semanas.

Nas eleições legislativas realizadas em junho, a lista de candidatos do governo foi derrotada e a partir de dezembro, oficialmente, o Executivo perderá a maioria dos votos no Parlamento.

Para a oposição, é por isso que o texto está sendo discutido agora, quando o governo ainda tem maioria.

"Apesar da derrota do governo nas urnas, a oposição não ocupou espaço e mais de dois meses depois das eleições, é o governo é quem dita a pauta política do país", disse a analista política Graciela Römer.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

CARUNCHOS DO MESMO FEIJÃO III


Mônica Bergamo: Alckmin e Quércia fecham acordo para eleições 2010

da Folha Online

Hoje na Folha Os ex-governadores Orestes Quércia (PMDB-SP) e Geraldo Alckmin (PSDB-SP) se encontraram recentemente na casa do peemedebista e resolveram que o tucano sairá candidato ao governo de São Paulo em 2010, enquanto Quércia disputará uma vaga no Senado, informa a coluna de Mônica Bergamo, publicada nesta sexta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Quércia, que firmou acordo para apoiar o candidato do PSDB no próximo ano, sempre manifestou sua preferência por outro tucano, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que disputa a indicação do partido com Alckmin.

Lula diz que o "bicho vai pegar" em 2010 e pede presidente melhor que ele
Senadores temem que atraso em reforma inviabilize mudanças para eleições de 2010
Coari (AM) terá nova eleição após cassação de prefeito e vice

Segundo a coluna, a escolha de Alckmin como candidato, no entanto, pode beneficiar o peemedebista: o tucano ficaria fora da disputa pelo Senado em 2010. E Quércia seria então o candidato forte da chapa PSDB-PMDB para o Parlamento.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u622472.shtml

CARUNCHOS DO MESMO FEIJÃO II


Lula testemunhará por escrito em julgamento de Dirceu sobre mensalão

da Efe, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva testemunhará por escrito no julgamento contra o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, acusado por formação de quadrilha e corrupção pelo escândalo do mensalão, em 2005, informou ontem o governo.

Lula foi convocado como testemunha pela defesa de Dirceu. O presidente responderá às perguntas do juiz por escrito, mas ainda não há previsão de data para o envio de sua declaração ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Também por ligação com o suposto esquema do mensalão, o ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência Luiz Gushiken responde por peculato; o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto foi acusado de lavagem de dinheiro; e o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha, por corrupção passiva.

Depois de renunciar à chefia da Casa Civil no meio do escândalo, em 2005, Dirceu teve seu mandato de deputado federal cassado.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u622464.shtml