terça-feira, 5 de julho de 2011

Doping

Caso Cielo eleva Brasil ao topo da lista de doping nos esportes aquáticos

Do UOL Esporte
Em São Paulo
 

O caso Cielo elevará o Brasil à liderança do ranking de doping de esportes aquáticos no atual ciclo olímpico. Com os quatro nadadores que testaram positivo para a furosemida, o país atingirá o número de 13 registros na Fina (Federação Nacional de Natação) desde agosto de 2008. A entidade mundial já computou 67 casos neste período.

OS LÍDERES DE DOPING DA FINA NO ATUAL CICLO OLÍMPICO (DESDE AGOSTO DE 2008)

PAÍS CASOS DE DOPING
Brasil 13 (com Fabíola Molina e quatro nadadores do caso Cielo)
França 9
Rússia 6
EUA 4
Hungria e Rep. Tcheca 3

Cesar Cielo, Henrique Barbosa, Nicholas Santos e Vinicius Waked testaram positivo para a furosemida, diurético famoso por mascarar outras substâncias. O exame foi realizado em maio e o resultado foi divulgado na última sexta-feira, junto com o anúncio da advertência aos quatro atletas. O caso ainda será analisado pela Fina, que deve dar um parecer até o final desta semana.

A defesa do campeão olímpico e dos outros nadadores se baseia em contaminação cruzada da cápsula de cafeína, responsável pelo doping. Um laudo do laboratório Ladetec confirmando a contaminação e um relatório da farmácia de manipulação Anna Terra foram anexados ao processo. O painel de Controle de Doping instaurado pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) recomendou apenas uma advertência por não constatar culpa nem negligência no caso. No entanto, a Fina pode ampliar a punição.

ADVERTÊNCIAS NO ATUAL CICLO OLÍMPICO

ATLETA (PAÍS) SUBSTÂNCIA DATA DO TESTE
Lauren Goulart (BRA) metilhexanamina nov/2010
Clémence Cler (FRA) Prednisona e Prednisolona fev/2009
Florent Augier (FRA) Prednisona e Prednisolona dez/2008                      

Agora, os recentes casos no Brasil irão ampliar os números na Fina. No período entre Olimpíadas – de agosto de 2008 até agora – a entidade registrou 67 casos de doping. A punição de dois meses de Fabíola Molina e o caso Cielo ainda não estão incluídos nesta lista da entidade mundial. Sem contar esses processos nacionais, a então líder é a França, com nove registros. O Brasil vinha logo abaixo com oito, seguido pela Rússia (veja tabela ao lado).

Mas com Fabíola Molina, Cesar Cielo, Henrique Barbosa, Nicholas Santos e Vinícius Waked, o Brasil dispara na lista de dopings da Fina. Neste mesmo período, somente três dos 67 casos foram de advertências e apenas dois de uso de furosemida – a brasileira Daynara de Paula (suspensa por seis meses) e o russo Ksenia Ivliev (afastado por dois anos).

Governo pagou R$ 14,4 mi por internação de pacientes mortos

Brasília - O governo federal gastou R$ 14,4 milhões para custear procedimentos de alta complexidade e internações de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que já estavam mortos. Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou 9 mil casos de pagamentos indevidos em todo o país entre junho de 2007 e abril de 2010. Outros 860 procedimentos, referentes a pacientes que morreram durante a internação, foram pagos.

O relatório do TCU mostra que boa parte das hospitalizações ocorreu, mas em períodos distintos do informado no boleto de cobrança. A estratégia seria usada por administradores de hospitais para driblar o limite de reembolso mensal fixado pelo governo. Atingido o teto, eles empurravam as cobranças para o mês seguinte, alterando, assim, a data dos procedimentos.

Os casos somente foram identificados por causa da incoerência entre datas dos procedimentos e da morte dos pacientes. Por isso, o relator do processo, ministro José Jorge, alerta que o problema pode ser ainda maior, porque não são considerados dados de pacientes que sobreviveram. "Existe uma clara possibilidade de que casos semelhantes tenham ocorrido, mas não detectados", avalia.

Hospitais apresentaram uma justificativa para a cobrança. Segundo eles, isso ocorreria em razão da entrega antecipada de medicamentos em locais distantes, onde a troca de informações é demorada. Isso faria com que, muitas vezes, a notícia da morte do paciente demorasse a chegar ao serviço de saúde.

"Essa justificativa pode explicar parte das ocorrências verificadas, mas não a sua totalidade", disse Jorge. Para ele, os dados reunidos na investigação feita mostram haver também casos pontuais em que há indícios de cobranças indevidas.

A diretora do departamento de regulação, avaliação e controle de sistema do Ministério da Saúde, Maria do Carmo, afirmou que as recomendações do TCU já são adotadas pela pasta. "O sistema de AIH (autorização de internação hospitalar) é antigo. Criamos de forma sistemática amarras para evitar fraudes. Mas, como em todas as áreas, embora o sistema seja permanentemente aprimorado, há o componente humano, a criatividade das pessoas que estão dispostas a fraudar", afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 7 de março de 2011

quarta-feira, 2 de março de 2011

LUIS COVARDE MORENO

O nome do covarde é Luis Moreno, do Deportivo Pereira, da Colômbia. Agora reclama que vem "sofrendo ameaças". Ah, sim, a inocente coruja que recebeu o chute de Moreno morreu alguns dias depois...

EXPERIÊNCIA É TUDO...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O AMIGO, O IRMÃO, O LÍDER DE LULA


Kadafi: o “amigo” de Lula

Raquel Landim

O homem que Luiz Inácio Lula da Silva cumprimenta efusivamente na foto acima ordenou esta semana aos coronéis do exército que disparassem de helicóptero contra a população do seu próprio país. Organizações de direitos humanos estimam que 300 a 400 pessoas morreram. Em conjunto com milhares de outras, elas protestavam para tirar o ditador do poder.

Durante seu mandato, Lula se reuniu pessoalmente quatro vezes com o ditador da Líbia, Muamar Kadafi, que governa o país com mãos de ferro há 41 anos. Só em 2009 foram duas vezes. Na foto, clicada pela assessoria de imprensa do Planalto, os dois se encontraram na Cúpula América do Sul- África, que aconteceu na Isla Margarita, Venezuela, dia 26 de setembro de 2009. Poucos meses antes, em visita a Sirte, na Líbia, Lula chamou Kadafi de “meu amigo, meu irmão, líder”.

Na época, houve muitas críticas à aproximação de Lula com o ditador líbio. Aconselhado por seus assessores mais próximos (o ex-ministro Celso Amorim e o assessor especial da Presidência Marco Aurélio Garcia), Lula dizia que o Brasil não tinha preconceitos e que se tratava de uma diplomacia pragmática. Nada como um dia atrás do outro. Lula hoje é “irmão” de um maluco que manda atirar de helicóptero em seu próprio povo para se manter no poder.

Quais eram as reais motivações do ex-presidente? Uma delas pode ter sido o interesse das construtoras brasileiras, doadoras importantíssimas para as campanhas eleitorais. Rica em petróleo, a Líbia investiu bilhões de dólares em infraestrutura nos últimos anos. A Odebrecht foi a primeira construtora brasileira a se instalar no País em 2007, com obras no valor de US$ 1,4 bilhão. Foi seguida pela Andrade Gutierrez e pela Queiroz Galvão.
 
Talvez o presidente brasileiro tenha sido influenciado pelo colega venezuelano Hugo Chávez, que possui relações muito próximas com Kadafi. Os contatos entre Chávez e Kadafi começaram porque os dois países possuem reservas significativas de petróleo, mas evoluíram. São tão próximos hoje que o chanceler do Reino Unido, William Hague, chegou a afirmar que Kadafi teria fugido para Caracas.

Na sua coluna de hoje no jornal O Globo, Miriam Leitão, lembra que Lula não foi o único. Segundo a jornalista, o então primeiro-ministro britânico, Tony Blair, tratou Kadafi como estadista, os Estados Unidos normalizaram suas relações com a Líbia, enviando um embaixador, e a Organização das Nações Unidas aceitou que o país participasse como membro não permanente do Conselho de Segurança. No ano passado, a Líbia chegou a ser eleita para o conselho de direitos humanos da ONU. No foco de EUA e Inglaterra, estavam as reservas de petróleo da Líbia.

A diplomacia pragmática é, muitas vezes, uma necessidade, mas não pode ser uma regra. As contrutoras tem todo o direito de fazer lobby junto ao seu governo para defender seus interesses no exterior. O que não significa que o governo deve concordar. Lula representava um país. E é o Brasil agora que passa pelo vexame de ser “amigo” de um ditador assassino. Dilma Rousseff é “cria” de Lula e manteve Garcia no cargo, mas como ex-guerrilheira torturada pela ditadura deu sinais de que não vai sucumbir aos mesmos erros. “Não vou negociar nos direitos humanos. Não há concessões nessa área”, repetiu a presidente mais de uma vez. Tomara.


INTERESSES: O BRASIL TEM OS SEUS...

Fortuna de Kadafi chega a US$ 70 bi

Fundo de investimentos criado com a receita da venda do petróleo do país tem negócios espalhados por diversos países no mundo

Jamil Chade - O Estado de S.Paulo
Filho de um pastor beduíno, Muamar Kadafi usou o petróleo, corrupção e opressão para construir um fundo de investimentos de US$ 70 bilhões, que hoje tem seus tentáculos em todos os setores e regiões do mundo.

Ainda que o dinheiro venha do petróleo do país, o setor financeiro internacional considera a Autoridade de Investimentos da Líbia como uma empresa da família Kadafi. A eventual queda do ditador, portanto, poderia ter repercussões para dezenas de empresas pelo mundo.

Sem distribuir os recursos à população, a família Kadafi rapidamente acumulou uma fortuna e diversificou seus negócios. Seu fundo acumulou ainda lucros de US$ 2,5 bilhões em apenas quatro anos. Em 2010, comprou por quase US$ 400 milhões 3% das ações da Pearson, empresa que está por trás do Financial Times.

Na Grã-Bretanha, que hoje patrocina uma resolução na ONU contra Kadafi, o líbio ainda comprou uma série de propriedades. Na Rua Oxford, o ditador pagou mais de US$ 200 milhões pelo famoso edifício conhecido como Portman House.

Nos EUA, o Grupo Carlyle é parte dos parceiros do fundo de Kadafi, que também investe no setor têxtil da África. Em ações pelo mundo, o fundo ainda investiu US$ 1,5 bilhão. Na Áustria, a empresa de Kadafi comprou 10% da maior fabricante de tijolos do mundo, a Wienerberger.

Na Itália, a presença de Kadafi é ainda mais impressionante. Não por acaso, a bolsa de Milão é a que mais sofre com a crise em Trípoli. De ex-colônia italiana, a Líbia passou a ajudar empresas de Roma e Turim.

Em pelo menos três ocasiões, salvou a Fiat de graves problemas financeiros. A última vez foi em 2002, quando Kadafi comprou 2% da empresa. Os líbios detêm 7,5% do UniCredit, um dos maiores bancos da Itália, além de 2% no principal grupo industrial de armamento, Finmeccanica.

O líbio tem 7,5% das ações da Juventus, o time com maior número de títulos do futebol italiano. Isso, claro, para que seu filho fosse escalado para algumas partidas como jogador.

Na África, os investimentos em telecomunicações começaram em 2007, como em Uganda e outros sete países. Ainda comprou 24% da empresa Circle Oil, responsável pela exploração de gás no Egito, Marrocos, Namíbia, Omã e Tunísia.

No Brasil, os responsáveis pelo fundo buscam terras e afirmam que teriam US$ 500 milhões para gastar, segundo fontes da Câmara Brasil-Países Árabes.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110223/not_imp683316,0.php

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

É O FIM...


É O FIM...

PREFEITO DE MANAUS BRIGA COM MORADORA DE ÁREA DE RISCO

MANAUS - O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), discutiu hoje com uma moradora de uma comunidade onde morreram uma mulher e duas crianças soterradas sob um barranco. O prefeito disse que as pessoas na comunidade Santa Marta, na zona norte da capital amazonense, ajudariam a prefeitura "não fazendo casas onde não devem", ao que uma moradora não identificada retrucou: "Mas a gente está aqui porque não tem condição de ter uma moradia digna". O prefeito respondeu: "Minha filha, então morra, morra." 

Depois, a moradora disse que, se era assim, "então vamos morrer todos", ao que o prefeito questiona sua origem. Quando ela responde ser do Pará ele encerra a discussão dizendo: "Então pronto, está explicado". A discussão foi ao ar na íntegra no jornal TV Amazonas, filiada da Rede Globo.

A assessoria de imprensa da prefeitura não comentou o caso, mas disse que a Defesa Civil Municipal está cadastrando as pessoas na área de risco para providenciar casas alugadas. 

Vaias. Em 26 de novembro do ano passado, durante visita a Manaus do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Mendes foi vaiado pela plateia. "Nunca na minha vida sofri esse tipo de constrangimento. Se o Amazonino não tiver a aprovação do povo, vocês vão ter outro prefeito, porque eu vou sair. Eu vou mandar fazer uma pesquisa e se for negativa eu renunciarei o meu mandato", disse o prefeito na ocasião.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

DITADORES MORREM DE MEDO DA IMPRENSA

Canal da BBC para o Irã é bloqueado após cobertura sobre Egito

Protestos no Egito: interferências no sinal da TV iraniana após transmissão de manifestações
O serviço de televisão da BBC Persa está sofrendo interferências vindas de dentro do Irã. A interrupção do sinal ocorreu depois da divulgação de reportagens sobre os protestos realizados no Egito.

A interferência eletrônica está ocorrendo nos satélites que a BBC usa no Oriente Médio para transmitir o sinal da sua Persian TV para o território iraniano. Especialistas em satélites rastrearam a interferência e confirmaram que ela está vindo do Irã.

O canal de televisão em persa da BBC tem recebido a colaboração do seu canal de notícias em árabe na cobertura da crise política no Egito, fazendo inclusive muitas transmissões ao vivo dos acontecimentos nas ruas do Cairo. A BBC acredita que o impacto da cobertura seja o motivo por trás do bloqueio, que começou na noite de quinta-feira.

"Outros programas que podem ter causado preocupação dentro do Irã incluem uma transmissão ontem (quinta-feira), na qual os serviços de televisão da BBC árabe e persa se juntaram para um programa especial interativo, no qual iranianos e egípcios trocavam opiniões (por telefone)", informou a BBC em seu comunicado oficial.

Muitos telespectadores iranianos disseram estar acompanhando muito de perto a evolução dos acontecimentos no Cairo e em outros lugares na região.

Reação
O comando da BBC pediu o fim imediato da interferência nas transmissões. "Esse bloqueio deve acabar imediatamente. Os eventos no Egito estão sendo vistos pelo mundo inteiro e é errado que sejam negados à nossa importante audiência iraniana notícias e informações imparciais de nossa TV em persa", afirmou Peter Horrocks, diretor da BBC Global News.

"Esta é uma história regional que a TV persa está cobrindo cuidadosamente, e está claro, a partir da resposta de nossa audiência, que o povo iraniano quer saber o que está acontecendo no Egito."
"A BBC não vai parar de cobrir o Egito e continuará a transmitir para o povo iraniano", acrescentou Horrocks.

A TV persa da BBC foi lançada em 2009 e já sofreu tentativas parecidas de interferência em seu sinal desde então. Apesar da interferência, a TV persa da BBC continua transmitindo ao vivo pela internet.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ASSASSINO PEDE LIBERTAÇÃO DE ASSASSINO!

SÓ MESMO UM ASSASSINO PARA PEDIR LIBERTAÇÃO DE OUTRO ASSASSINO...
 
Ativistas pedem libertação de Battisti a Dilma e STF

Brasília, 1 fev (EFE).- Um grupo de ativistas se manifestou nesta terça-feira diante do Supremo Tribunal Federal (STF), onde a presidente Dilma Rousseff participava de um ato, para pedir a libertação do italiano Cesare Battisti, preso em Brasília e reivindicado pela Itália.

Os manifestantes, cujo número a Polícia estimou em 50, se concentraram em frente ao tribunal com cartazes nos quais qualificavam o ex-ativista de extrema-esquerda italiano de "perseguido político" e exigiram sua libertação.

A chefe de Estado, que participou da cerimônia de abertura do ano judicial, dirigiu um olhar aos manifestantes e depois entrou no edifício, o qual deixou uma hora mais tarde sem fazer declarações sobre o assunto.

Battisti, que está preso no Brasil desde 2007, é reclamado pela Justiça da Itália, onde foi condenado a prisão perpétua por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, quando era membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo.

A extradição, aprovada pelo STF, foi negada no dia 31 de dezembro pelo agora ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que foi um de seus últimos atos de Governo.

O tribunal deve agora retomar o caso para determinar se a polêmica decisão de Lula, que gerou fortes protestos na Itália, se ajusta aos termos do tratado de extradição assinado entre ambos os países.

A defesa de Battisti, no entanto, pediu sua libertação, pois entende que a decisão de Lula é justa e deve ser referendada pelo STF.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

VOCÊ PAGOU!!!!!!

Gastos com cartão corporativo batem recorde e somam R$ 80 mi em 2010
Milton Júnior
Do Contas Abertas
As despesas com o cartão de pagamentos do governo federal, também conhecido como cartão corporativo, atingiram a cifra recorde de R$ 80 milhões em 2010. O valor representa R$ 15 milhões a mais do que o registrado no ano anterior. Desde que foi implantado, em agosto de 2001, os gastos com o cartão já atingiram R$ 357,6 milhões. No topo dos que mais utilizaram os cartões ao longo dos últimos nove anos, está a Presidência da República, com quase R$ 105,5 milhões pagos, dos quais 93% não podem ser discriminados por serem “informações protegidas por sigilo, para garantia da segurança da sociedade e do Estado”.

No ano passado, quem liderou o ranking foi o Ministério do Planejamento – e suas unidades vinculadas –, que triplicou o gasto em relação a 2009 e desembolsou o total de R$ 19,3 milhões. A maior parte destes recursos foi utilizada por agentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que participaram do recenseamento demográfico em aproximadamente 58 milhões de domicílios brasileiros. Sozinho o IBGE respondeu por quase 90% do aumento de R$ 15 milhões em 2010. Em seguida, aparece a Presidência e órgãos subordinados, cujas faturas atingiram R$ 18,9 milhões.

Na contramão da estratégia do governo de reduzir os gastos após o alvoroço de 2007, onze órgãos aumentaram o uso dos cartões de plástico do governo federal. Naquele ano, com o aumento de recursos envolvidos, os gastos feitos por meio do cartão começaram a chamar atenção, principalmente os que envolviam as quantias sacadas na boca do caixa. Em 2008, o desgaste provocado pela denúncia de irregularidades na utilização dos cartões acabou derrubando do cargo a então ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. 

No ano anterior à renúncia da ministra, os gastos da secretaria chegaram a cifra de R$ 182 mil, segundo dados disponíveis no Portal da Transparência. Em 2008, a despesa caiu para R$ 35,2 mil e, em 2010, para R$ 5,3 mil. A redução, segundo a secretaria, é resultado da substituição do uso dos cartões por um sistema de pagamento de diárias para custear os deslocamentos.

O Ministério do Esporte também diminuiu significativamente os pagamentos por intermédio dos cartões desde 2007, ano em que o ministro da pasta, Orlando Silva, teria usado o cartão corporativo para pagar R$ 8,30 por uma tapioca, em uma loja de Brasília. Em 2007, os desembolsos do órgão chegaram a R$ 37,2 mil. No ano seguinte, a utilidade caiu para R$ 15 mil e, no ano passado, somaram apenas R$ 2,5 mil – um decréscimo de 93%.

Em 2010, o recém criado Ministério da Pesca e Aquicultura entrou na lista de órgãos que utilizam o método eletrônico como pagamento, com gastos que alcançaram quase R$ 43 mil. Já os ministérios do Turismo e do Desenvolvimento Social e Combate a Fome deixaram totalmente de usufruir da ferramenta (veja a tabela). 

O cartão

O cartão corporativo foi implementado pelo decreto n° 3.892 de agosto de 2001 para facilitar os pagamentos de rotina das autoridades. O objetivo era descomplicar a vida dos servidores públicos que poderiam utilizá-lo para gastos emergenciais e essenciais. Os cartões de crédito do governo servem para que servidores possam fazer pagamentos ou saques sem precisar de uma autorização prévia da União. O mecanismo substituiu o modelo de “suprimentos de fundos”, em que eram enviadas ordens bancárias a contas pessoais de servidores públicos para pagar despesas excepcionais. Enquanto estes documentos não eram emitidos, os servidores precisavam manter uma “caixinha” para pagar as contas.

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

PRA QUÊ SERVEM AS ESTATAIS - PARTE II - A MISSÃO

Lei aprovada no final do governo Lula incha conselhos de administração de estatais

CIRILO JUNIOR
JANAINA LAGE

DO RIO 


Uma lei aprovada nos últimos dias de governo de Luiz Inácio Lula da Silva vai aumentar ainda mais o total de cargos e gastos com conselheiros de administração de empresas estatais. 

Alvo da cobiça de partidos, cerca de 240 cargos em 40 estatais complementam a renda de ministros e funcionários do segundo escalão, além de fornecer acesso a informações estratégicas de algumas das principais empresas do país. 

Levantamento feito pela Folha mostra que os gastos com a remuneração de conselheiros somam cerca de R$ 9 milhões por ano para o pagamento de funções que exigem a presença do conselheiro de quatro a no máximo 12 vezes por ano.

O valor contabiliza apenas a remuneração direta dos conselheiros e não inclui os valores com passagens e hospedagens, por exemplo. 

No dia 29 de dezembro foi publicada a Lei 12.353/2010, que prevê a criação de vagas para um representante dos funcionários de empresas públicas nos conselhos de administração. A medida é associada a boas práticas de gestão e foi comemorada entre os sindicatos, mas além das vagas para os empregados, a lei abre uma brecha para a criação de um número maior de cargos.

Se o acionista majoritário perder a maioria do conselho com o acréscimo do representante dos empregados, ele poderá aumentar o número de vagas até assegurar que conte com a maior parte dos assentos.

Normalmente o acionista majoritário destas empresas é a própria União. Nos casos de subsidiárias ou empresas controladas indiretamente, o papel pode caber a outra empresa estatal.

O representante dos empregados será escolhido por voto direto e não poderá interferir em discussões sobre salários e benefícios.

CONSELHO INCHADO
 
Se cada uma das 40 empresas contabilizadas pela Folha adicionasse um funcionário ao conselho, isso representaria um aumento de 16% no total de vagas. Empresas com menos de 200 funcionários não precisam seguir a regra.

Procuradas ao longo de duas semanas pela reportagem, CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), IRB (Instituto de Resseguros do Brasil), Conab e Alcântara Cyclone Space não prestaram qualquer informação.

Outras empresas forneceram dados, mas não os salários, como Liguigás, Eletronorte, Furnas e Correios.
Nestes casos, a reportagem considerou uma remuneração mensal de R$ 2 mil, um valor base adotado em empresas de porte médio.

Segundo Eliane Lustosa, do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), informar dados sobre a remuneração faz parte dos princípios de prestação de contas e de transparência.

"Mesmo que a divulgação não seja de valores individuais, é muito importante que a empresa informe a remuneração do conselho."


Editoria de Arte/Folhapress

PRA QUÊ SERVEM AS ESTATAIS - PARTE I

Desvios na Funasa chegam a R$ 500 milhões, diz CGU

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO 


Auditorias concluídas nos últimos quatro anos pela CGU (Controladoria Geral da União) revelam que a Funasa foi vítima de desvios que podem ultrapassar a cifra de meio bilhão de reais.

O órgão está sob comando do PMDB desde 2005 e é o principal alvo do partido na guerra por cargos no segundo escalão do governo Dilma.

Levantamento feito pela Folha mostra que a CGU pediu a devolução de R$ 488,5 milhões aos cofres da Funasa entre 2007 e 2010. O prejuízo ainda deve subir após novos cálculos do TCU (Tribunal de Contas da União), que atualiza os valores ao julgar cada processo.

De acordo com os relatórios, o dinheiro teria sumido entre convênios irregulares, contratações viciadas e repasses a Estados e prefeituras sem a prestação de contas exigida por lei.

A pesquisa somou as quantias cobradas em 948 tomadas de contas especiais instauradas nos últimos quatro anos. As investigações começaram no Ministério da Saúde, ao qual a Funasa é subordinada, e foram referendadas pela CGU.

O volume de irregularidades que se repetem atrasa a tentativa de recuperar o dinheiro, e os processos não têm prazo para ser julgados pelos ministros do TCU.

Além das auditorias, balanço feito pela controladoria a pedido da reportagem aponta a existência de 62 processos simultâneos contra a direção da Funasa.

Outros seis apuram supostas irregularidades cometidas por dirigentes e servidores, e podem culminar em punições como a demissão e a proibição de exercer novos cargos públicos.

Em 2009, o ex-presidente Paulo Lustosa, o primeiro indicado ao cargo pelo PMDB, foi banido da administração federal por cinco anos.

A CGU o responsabilizou pelo superfaturamento de contratos de R$ 14,3 milhões da TV Funasa. Em parecer, ele foi acusado de exibir "verdadeiro desprezo e desapego" aos recursos públicos.

No mesmo ano, a Polícia Federal deflagrou a Operação Covil, contra pagamentos de propina em Tocantins, e a Operação Fumaça, que desarticulou um esquema de desvio de repasses da Funasa a prefeituras do Ceará. As investigações constataram desvios de R$ 6,2 milhões.

Apesar dos escândalos, os peemedebistas mantêm o controle sobre a Funasa. Em 2008, o então ministro José Gomes Temporão (Saúde) quase perdeu o cargo após apontar "corrupção" e "baixa qualidade" no órgão.

Ele tentou demitir o presidente Danilo Forte, mas reação comandada pelo líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), manteve Forte, que em abril de 2010 passou o cargo a Faustino Lins, outro afilhado de Alves, para se eleger deputado pelo PMDB-CE.

OUTRO LADO
 
O presidente da Funasa, Faustino Lins, informou que não daria entrevista. Sua assessoria disse que o órgão apura denúncias de supostas irregularidades e colabora com a fiscalização da CGU.

A reportagem deixou recado no escritório político de Danilo Forte, mas ele não ligou de volta. Paulo Lustosa não foi localizado.


Editoria de Arte/Folhapress

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

DITADORES

Organização Mundial dos Direitos Humanos faz campanha...