terça-feira, 18 de setembro de 2007

NADA MUDOU PARA OS "ALOPRADOS". E NEM VAI MUDAR...


ANIVERSÁRIO DE MAIS UM ESCÂNDALO DO PARTIDO MAIS "ÉTICO E MORAL" DA HISTÓRIA - DA CORRUPÇÃO - DESSE PAÍS...


Um ano depois, origem do dinheiro do dossiê segue incógnita


FÁBIO ZANINIANDRÉA MICHAEL da Folha de S.Paulo, em Brasília

Na noite de 15 de setembro de 2006, a prisão do petista Valdebran Padilha e do assessor da campanha presidencial Gedimar Passos com uma pilha de dinheiro em um hotel de São Paulo iniciou um mistério que, um ano depois, permanece: de onde veio o R$ 1,7 milhão que seria usado para comprar um dossiê contra tucanos?
No aniversário do dossiegate, episódio que gerou uma crise na campanha de Luiz Inácio Lula da Silva para muitos determinante para a ida da eleição para o segundo turno e deu origem ao termo "aloprados", as investigações estão paradas --na Justiça, na Polícia Federal, no Ministério Público e no PT.
Foram muitos os personagens do escândalo. Jorge Lorenzetti, coordenador da área de "inteligência" da campanha, foi apontado como principal articulador da tentativa de divulgar denúncias contra o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), pela família Vedoin, pivô da máfia dos sanguessugas. Ele não fala sobre o caso.
Oswaldo Bargas, amigo de Lula desde os anos 70, e Expedito Veloso, na época diretor de departamento do Banco do Brasil, eram seus auxiliares. Ricardo Berzoini, coordenador geral da campanha, acabou afastado por ordem de Lula.
Em São Paulo, Hamilton Lacerda, um dos coordenadores da campanha ao governo estadual do senador petista Aloizio Mercadante, foi apontado como o responsável por carregar o dinheiro.
O inquérito no qual foram investigados os emissários petistas ainda está no STF (Supremo Tribunal Federal), ao qual chegou em dezembro de 2006.
No mês de abril passado, os ministros entenderam que Mercadante não tinha participação no episódio. Confirmaram, assim, o parecer do procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, que dizia não haver razão para manter a investigação na corte -a única seria o descartado envolvimento do senador, que tem direito a foro privilegiado.
O inquérito continua no STF porque o ministro Gilmar Mendes pediu vistas do processo para avaliar uma outra questão que ainda será votada: a PF pode ou não conduzir inquérito e indiciar investigados quando se trata de autoridades com foro especial?
Para Antonio Fernando, a PF não poderia, como fez no caso do dossiegate, ter indiciado Mercadante pela prática de crime eleitoral, sob o argumento de que ele seria o principal beneficiado pela negociação.
O ministro Gilmar disse à Folha que levará o processo à votação no plenário do STF nesta semana. Só então o inquérito voltará a tramitar na Justiça Federal de Mato Grosso, no âmbito da qual a investigação deve seguir.
No PT, foi servida uma pizza. Berzoini retornou à presidência do partido. Lorenzetti e Lacerda se desfiliaram. Teoricamente, há uma comissão de ética contra Bargas e Veloso. Na prática, não funciona.

DEIXA DISSO, COMPANHEIRO!

QUAIS "DIFERENÇAS IDEOLÓGICAS"?





Em entrevista, Lula diz que ideologia não afetará relação com Chávez

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não vai deixar sua política externa para a América Latina se contaminar pelas diferenças ideológicas em relação ao presidente venezuelano Hugo Chávez.

Em uma entrevista publicada nesta segunda-feira pelo jornal econômico espanhol Expansión, o presidente afirmou que o país exerce na região um papel de "moderador em favor da estabilidade política e institucional".

"Com a Venezuela, prefiro deixar de lado a orientação ideológica e valorizar o desejo de integração regional", declarou, segundo o diário.

A entrevista é publicada no dia em que Lula cumpre agenda de negócios e compromissos de Estado na capital espanhola, Madri.O presidente pediu que os empresários espanhóis - que detêm hoje o segundo maior estoque de investimentos no país, atrás apenas dos americanos - direcionem recursos também para as obras do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), com o qual o governo pretende atrair cerca de meio bilhão de reais para obras de infra-estrutura.

Lula defendeu a reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) para dar mais peso à voz dos países emergentes, e descartou que o país queira fazer parte da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), por considerá-la "incompatível" com fóruns como o G-77, que reúne economias emergentes.

O presidente elogiou ainda a importância dos países em desenvolvimento nas negociações para liberalização do comércio mundial promovidas pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

"Graças ao G-20 (grupo que representa os emergentes na OMC), as potências agrícolas evitamos que as grandes economias decidissem a liberalização deste setor", afirmou o presidente, segundo o Expansión.

http://noticias.uol.com.br/bbc/reporter/2007/09/17/ult4904u151.jhtm

OS GASTOS "PROGRESSISTAS"...


VEJA O QUE FAZ COM O BRASIL A ESQUERDA "PROGRESSISTA", AQUELA QUE COM FHC ERA CONTRA, MAS HOJE É SUPER-HIPER-ULTRA-FAVORÁVEL AO IMPOSTO DO CHEQUE, A CPMF, QUE DEVERIA SER UTILIZADA NA SAÚDE.

"PAÍS DOS IMBECÍS". NÃO HÁ TÍTULO MAIS OPORTUNO.



Sob Lula, gastos do governo aumentaram duas CPMFs

Principal motivo para a escalada das despesas federais é a Previdência Social

Gastos foram acelerados a partir de 2005, e o impulso coincide com problemas de sustentação política provocados pelo mensalão

GUSTAVO PATUDA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O governo Luiz Inácio Lula da Silva promoveu um aumento dos gastos federais equivalente, como proporção da economia do país, a duas vezes a arrecadação da CPMF -a contribuição provisória cuja prorrogação é defendida com o argumento de que sua receita se tornou imprescindível.

Como mostram dados oficiais, os petistas herdaram uma máquina estatal que consumia o correspondente a 15,7% da renda nacional com pessoal, custeio administrativo, transferências de renda e investimentos. Como agora, a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) ajudava a sustentar o aparato governamental com uma arrecadação de 1,4% do Produto Interno Bruto.

Se tivesse sido simplesmente mantida a participação do Estado na economia de quatro anos atrás, quando Lula obteve do Congresso Nacional a renovação do tributo que condenava na oposição, as despesas federais acumulariam um aumento ainda bem superior ao da inflação do período. Mas seria possível abrir mão, com folga, da receita da contribuição criada em caráter emergencial em 1993.

Não foi, no entanto, o que aconteceu. Os gastos cresceram em ritmo bem superior ao da renda do país, e chegarão neste ano, segundo as previsões mais recentes do Ministério do Planejamento, a quase 18,6% do PIB -admitindo, no cálculo, que o PIB crescerá em 2007 os 4,7% prometidos.

Em moeda corrente, os números são mais impressionantes. Estáveis como proporção do PIB, os gastos federais subiriam de R$ 232 bilhões, em 2002, para R$ 396 bilhões neste ano. Na vida real, a conta chegará aos R$ 468 bilhões.

A diferença, de R$ 72 bilhões, é suficiente para quatro anos e meio de PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

O motivo principal da escalada dos gastos não foi a multiplicação de ministérios, assessores e funcionários condenada pela oposição, muito menos a expansão do Bolsa Família, com a qual os petistas pretendem marcar seu primeiro governo. Foi a Previdência Social, impulsionada pelo envelhecimento da população e a política de aumentos do salário mínimo, que tornou a receita da CPMF tão importante hoje.

Sozinho, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), responsável pelos benefícios previdenciários dos trabalhadores da iniciativa privada, elevou suas despesas em quase uma CPMF inteira no período -de pouco menos de 6% para 7,2% do PIB.

AceleraçãoA expansão das despesas do governo não seguiu trajetória uniforme. Na primeira metade do primeiro mandato de Lula, predominou a política de ajuste do ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda), hoje deputado pelo PT-SP e relator da prorrogação da CPMF na Câmara. Os gastos foram visivelmente acelerados a partir de 2005.

Esse impulso coincide com a melhora das condições econômicas e a piora das condições de sustentação política do governo após o estouro do escândalo do mensalão.

Foi há dois anos que os reajustes do salário mínimo se tornaram mais generosos, os salários do funcionalismo passaram a subir acima da inflação e os investimentos ganharam programas especiais.

Os gastos com pessoal, que, graças à inflação, haviam caído de 4,8% para 4,3% do PIB, voltaram a crescer e devem retornar, em 2008, ao patamar herdado pelos petistas.

FERROU...

MAIS UM PILANTRA PRESO... EM MÔNACO; AQUI QUE NÃO SERIA! ALÔ MENSALEIROS! É O SUJEITO DO BANCO MARKA, LEMBRA? SALVATORE CACCIOLA, AVE DE RAPINA DO NOSSO DINHEIRO PÚBLICO, QUANDO PERCEBEU QUE A POLÍCIA PODERIA CAPTURA-LO, "VUÔ DA QUIÇAÇA" - COMO DIZ O CAIPIRA - E MIGROU PARA A ITÁLIA PORQUE TEM CIDADANIA DAQUELE BELO PAÍS.

AO BATER SUAS ASINHAS BANDIDAS ATÉ MÔNACO, PARA PASSAR UNS DIAS REGADOS A MUITO VINHO E LIBERDADE, NÃO SABIA QUE OS HOTÉIS DO PRINCIPADO SÃO OBRIGADOS A DAR OS NOMES DE SEUS HÓSPEDES PARA A POLÍCIA.

ATERRISSOU E FOI CAPTURADO PELA ARAPUCA DA LEI... EUROPÉIA.


Cacciola: País tem 40 dias para negociar extradição

O governo do Brasil tem um prazo de 40 dias para negociar a extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola, o foragido número um da Justiça brasileira, informou o Bom Dia Brasil. Ele já foi ouvido pelo juiz do caso que acatou a prisão. Nesta segunda feira, o ministro da Justiça, Tarso Genro, se reúne com representantes do Itamaraty para definir as estratégias de extradição. Cacciola foi preso pela Interpol no sábado.

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1913224-EI5030,00.html

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

"TELMA EU NÃO SOU GAY..."

VEJA VOCÊ, A ABSTENÇÃO DE MERCADANTE NA VOTAÇÃO DO RENANGATE ACABOU EM MUITA PURPURINA! É O VILLAGE PEOPLE FEDERAL! E OLHA QUE O BIGODÃO DO SENADOR LEMBRA O ESTILO...
PARA VER O VILLAGE PEOPLE ORIGINAL: http://www.youtube.com/watch?v=gaWm9vnvS4Q
"MACHO , MACHO MAN, I GET TO BE, A MACHO MAN"


Peemedebista chama Mercadante de "gay cívico"


Integrantes do PT teriam criticado a abstenção de Aloizio Mercadante (PT-SP) na sessão de quarta-feira do Senado que decidiu, depois de votação secreta, a manutenção do mandato do presidente de Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).


Entretanto, a crítica mais dura foi de Gerson Camata (PMDB-ES). Camata classifcou Mercadante como "gay cívico". As informações são do jornal Folha de S.Paulo.


"Vimos ontem (anteontem) uma coisa muita estranha, que foi o surgimento do gay cívico. É o senador que não vota nem sim nem não, abstendo-se de votar. Ele é meio termo, está no meio. Além de se esconder na covardia vergonhosa da votação secreta, ele se esconde na abstenção".


Mercadante disse que se absteve porque não havia provas suficientes para condenar Calheiros, acusado de quebra de decoro parlamentar.


O senador Tião Viana (AC), que presidiu a sessão, criticou a posição do colega de legenda e afirmou que não seguiu o mesmo caminho.

"Pela atuação dele (Mercadante) acho que se absteve mesmo. Ele estava desde terça-feira com a preocupação de suspender a votação e julgar os processos todos em bloco", disse o senador Sibá Machado (PT-AC). Sibá não revelou como foi seu voto.
A líder do PT, senadora Ideli Salvatti (SC), afirmou que "essa história de abstenção foi um movimento isolado de Aloizio Mercadante. Ele que assuma o que fez e não fique arrolando os outros".


Na Tribuna, o senador Delcídio Amaral (PT-MS), negou que se voto também tivesse sido uma das seis abstenções da sessão.


quinta-feira, 13 de setembro de 2007

QUANDO A MÍDIA SUPERA A INCOMPTÊNCIA...


O PRESIDENTE MAIS FALASTRÃO DA HISTÓRIA DESSE PAÍS E SEU "GUVERNO" DA ESQUERDA "PROGRESSISTA" CONTINUAM MOSTRANDO QUE A REALIDADE É BEM DIFERENTE DAQUELA PINTADA EM SEUS DISCURSOS INDIGNADOS, PROFERIDOS EM PALCOS TEATRAIS MONTADOS PELOS QUATRO CANTOS DO BRASIL.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE ESTE E OUTROS GOVERNOS? SERIA A DE QUE ESTE CONSEGUE SER PIOR E MUITO MAIS DESPREPARADO? OU SERÃO AS CAMPANHAS NA MÍDIA QUE FAZEM DO BRASIL UM PAÍS À FRENTE DE SEU TEMPO? OU SERÃO AINDA AS FRASES DE EFEITO CARREGADAS DE QUINTAS INTENÇÕES, CUJA TENTATIVA É REDIMIR ESTE "GUVERNO" E SEUS GRANDES EXPOENTES - ELES FORAM GUERRILHEIROS! - DO SANGUE DE INOCENTES DERRAMAMDO NAS RUAS, NAS FAVELAS, QUE TRAZEM EM SUAS MÃOS?

Governo aplicou só 5,3% do previsto em programa que atende jovens infratores

Apesar da proliferação de crimes praticados por jovens no Brasil, o programa federal que visa atender esse público, parece não estar entre as prioridades deste ano. De janeiro a agosto, o governo aplicou apenas R$ 1,3 milhão do total de R$ 24,5 milhões autorizados em orçamento para o Programa de Atendimento Socioeducativo do Adolescente em Conflito com a Lei. A parcela desembolsada até agora - a quatro meses do término do ano - corresponde a 5,3% do total previsto para 2007. O conjunto de ações, que carece de recursos, visa otimizar a estrutura dos locais previstos para abrigar jovens envolvidos com a criminalidade e prover medidas de reinserção na sociedade.

Leia mais (se tiver estômago, é claro): http://contasabertas.uol.com.br/noticias/auto=1909.htm

"KASSAB MARAVILHA, FAZ MAIS UM PRA GENTE VÊ"

SE A SOPA DA NESTLÉ FALASSE, DIRIA ÀS CRIANÇAS DAS ESCOLAS PÚBLICAS PAULISTANAS: "VOCÊS VÃO TER DE ME ENGOLIR!".

É QUE O PREFEITO KASSAB AFIRMOU QUE A DIMINUIÇÃO DA QUALIDADE NUTRICIONAL DO ALIMENTO OFERECIDO AOS FILHOS DOS TRABALHADORES PAULISTAS QUE PAGAM ALTÍSSIMOS IMPOSTOS FOI "TÉCNICA". CHAMEM O ZAGALO DE VOLTA!

O "ORGULHO" DE KASSAB POR TER A NESTLÉ COMO "PARCEIRA", COMO QUALQUER BOM TÉCNICO QUE DOMINA TODAS AS TÁTICAS E TÉCNICAS DAS CAMPANHAS POLÍTICAS BEM SABE, PODE TER NASCIDO DE UMA JOAGADA DE MESTRE DA MULTINACIONAL. ELA PODE TER ADOÇADO O MEIO-DE-CAMPO KASSABISTA NAS ÚLTIMAS ELEIÇÕES COMPRANDO O PASSE DE MUITO JOGADOR FAMOSO. CABE AO MP INVESTIGAÇÃO. E A KASSAB UM POUCO MAIS DE TREINO NO CAMPO DA ÉTICA.

POR ENQUANTO QUEM VAI PERDENDO DE GOLEADA SÃO OS ALUNOS, OS FILHOS DO POVO.

O PIOR DA HISTÓRIA É QUE KASSAB NEM AO MENOS VAI PERDER O MANDO DE CAMPO.
QUE DIRIA SOBRE TUDO ISSO KAISER PAIVA, EXPULSO DE UM AMBULATÓRIO EM PIRITUBA PELO PREFEITO AOS GRITOS DE "VAGABUNDO!", "VAGABUNDO!"? HEIN? HEIN?

Kassab defende Nestlé e diz que mudança em sopa foi "técnica"

da Folha de S.Paulo

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), defendeu ontem a Nestlé e disse que a sugestão da multinacional de reduzir a qualidade nutricional da sopa a ser distribuída aos sábados em escolas foi acatada por uma "questão técnica".
Em nota, a prefeitura informou que a decisão de diminuir a quantidade de carne, frango e verdura exigida no produto, conforme solicitava a empresa, foi tomada "para incluir mais competidores no pregão" --que seria feito ontem, mas que acabou suspenso pelo TCM (Tribunal de Contas do Município).
Kassab declarou que a sugestão da Nestlé foi "transparente", por consulta pública na internet. Disse que nem todos os pedidos dela foram aceitos e que outras empresas se manifestaram.
Aproveitou para elogiar a multinacional, dizendo que é um "orgulho" tê-la como "parceira", e criticar a antiga fornecedora de leite.
"É muito saudável, muito positivo que empresas como a Nestlé, séria e idônea, participem desse processo. E não participavam em administrações anteriores, quando participavam empresas como a Tangará", disse Kassab à rádio CBN, classificando a antiga fornecedora de "inescrupulosa" e "inidônea". A empresa não se manifestou.
Como publicou a Folha ontem, a previsão das nutricionistas do município era que uma das sopas tivesse 7 kg de carne (em 100 kg do produto), número que caiu para 0,5 kg diante da manifestação da Nestlé.
Kassab declarou que a alimentação no programa Sábado na Escola é um reforço e um projeto piloto viabilizado "ao custo da economia do programa do leite" --no qual a Nestlé é fornecedora.
A prefeitura diz que a programação do Sábado na Escola será mantida para começar no sábado em 116 unidades da zona leste. Mas, com a suspensão da compra da sopa pelo TCM, a comida segue indefinida.
Um dos motivos contestados pelo TCM foi a exigência de que a entrega da sopa começasse três dias após o pregão, podendo favorecer só quem já tivesse pronta a estrutura para distribuição. A assessoria de Kassab afirma que outras empresas além da Nestlé teriam como fornecer a sopa nesse prazo.
A redução da qualidade nutricional da sopa provocou reações na Câmara. O vereador Antonio Donato (PT) apresentou requerimento de constituição de uma CPI para apurar contratos e licitações. A Nestlé não se manifestou.

ÁGUA SANITÁRIA X ÁGUA OXIGENADA: NINGUÉM É EXEMPLO DE ÉTICA!!!

Em discurso, Renan ameaça adversários

Durante 36 minutos, ao falar em sua defesa, senador mandou recados para os opositores e discursou em tom emotivo

No fim, em tom alterado, Renan acusou Heloisa Helena de sonegação; ex-senadora, que estava no fundo do plenário, rebateu

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) fez um discurso de 36 minutos em sua defesa, em que abusou da emoção e da condição de vítima, mas também encontrou tempo para ameaçar, mandar recados e ir para cima de adversários.

A Folha acompanhou parte da fala por meio do telefone celular de um dos presentes à sessão de ontem.

A ex-senadora Heloisa Helena (AL), presidente do PSOL e alçada à condição de principal acusadora no processo, foi surpreendida ao final do discurso por um Renan alterado, que brandia uma folha de papel. "Vossa Excelência é sonegadora de R$ 1 milhão", disse Renan, em referência a processo que ela sofre por ter deixado de recolher imposto sobre verbas parlamentares quando era deputada estadual, nos anos 90.

Do fundo do plenário, Heloisa respondeu no mesmo tom. "Não é verdade! Não é verdade! Vossa Excelência passe água sanitária na boca antes de falar meu nome", disse. Renan arrematou: "E Vossa Excelência passe água oxigenada na boca para falar de mim".

Heloisa declarou, depois da sessão, que não recolheu porque verba de gabinete não é renda, e que está recorrendo no Supremo Tribunal Federal.

Em outros dois momentos, Renan atacou senadores na linha de frente das acusações contra ele. Ao responder a Jefferson Peres (PDT-AL), que havia discursado pouco antes, disse: "Eu poderia, senador Jefferson Peres, ter contratado a Mônica Veloso como funcionária do meu gabinete. Mas preferi não fazer", afirmou. Peres, durante o processo, recebeu ameaças veladas de renanzistas, que relembraram acusações de gestão fraudulenta contra ele em uma siderúrgica.

Ao se referir a Pedro Simon (PMDB-RS), que pouco antes cobrara seu afastamento do cargo, Renan deu declaração que foi interpretada como um recado para todos os senadores. "Eu poderia ter contratado a produtora dela [Mônica Veloso] para fazer um filme e dar a conta para a Secretaria de Comunicação do Senado. Eu não fiz isso." Em sua fala, Renan colocou-se como um defensor do Congresso. "Sou vítima da obstinação por desmoralizar esse poder. Não vamos reafirmar a democracia dessa forma, mas sim se soubermos valorizar esse poder, que representa a sociedade", afirmou.

Sobre o que definiu como seu "drama" pessoal, Renan falou extensivamente. "A injustiça me dilacera a alma, destrói a honra. Sou vítima da sofreguidão por desmoralizar homens públicos." Ele listou algumas realizações suas, como o fim das convocações extraordinárias do Congresso, e definiu sua situação como um "martírio". Foi bastante crítico ao falar da imprensa: "A batalha contra a mídia é desigual. Estou lutando pela minha inocência".

Renan repetiu sua linha de defesa, de que reconheceu a filha e que não se furtou a sustentá-la. Sobre Claudio Gontijo, funcionário da empreiteira Mendes Júnior que realizava os pagamentos à filha, afirmou que é um amigo. Renan declarou ainda que nunca beneficiou a empreiteira Mendes Júnior com emendas.

De acordo com ele, todas as perícias de documentos feitas pela Polícia Federal o isentaram. Renan terminou lançando um apelo direto aos senadores: "Observem a verdade, sigam suas consciências. Tenho orgulho do Senado Federal, orgulho de presidir essa Casa".

(FÁBIO ZANINI, SILVIO NAVARRO, FERNANDA KRAKOVICS, ANDREZA MATAIS, MARIA LUIZA RABELLO)

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

PELA ÉTICA E PELA MORAL DO BRASIL PETISTA


LULA-LÁ DIZ QUE O PT PÓS-MENSALÃO É O PARTIDO MAIS ÉTICO E MORAL DESSE PAÍS. RENAN E GRANDE PARTE DO PMDB DEVERIAM MIGRAR PARA A LEGENDA DO PRESIDENTE.

VIVA O BRASIL, A MALANDRAGEM, A CORRUPÇÃO E O ESCÁRNIO A TUDO QUE É CORRETO, DE BEM E HONESTO.

SE PUDER, EXPLIQUE ESSA PARA SEU FILHO ADOLESCENTE. PODE COMEÇAR ASSIM:"MEU FILHO 'ESTOU CONVENCIDO DE QUE NUNCA NA HISTÓRIA DESSE PAÍS' "...


Senado absolve Renan Calheiros por 40 votos a 35; houve seis abstenções

Da Redação UOL Em São Paulo

Em votação secreta, o plenário do Senado Federal absolveu, por 40 votos a 35, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), da acusação de quebra de decoro parlamentar por usar dinheiro da empreiteira Mendes Júnior para o pagamento de pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento. Seis senadores não votaram.

A especulação agora é se Renan renunciará à presidência do Senado, uma vez que ainda responde a outros dois processos de quebra de decoro parlamentar que tramitam no Conselho de Ética da Casa. Além delas, o PSOL protocolou em 31 de agosto uma quarta denúncia contra o senador, que trata do suposto desvio de dinheiro público junto a ministérios administrados pelo PMDB.Como foiComo esperado, o placar foi apertado e, até o final da votação, o futuro do presidente do Senado era incerto.A sessão foi presidida pelo vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), e teve início por volta do meio-dia, após deputados trocarem agressões com seguranças da Casa.

Uma liminar do STF (Supremo Tribunal Federal) permitiu que 13 deputados acompanhassem a sessão, decisão que gerou polêmica e debates acalorados de ambas as partes. O Senado recorreu da decisão, mas por 6 votos a 4, os ministros do Supremo permitiram a permanência dos deputados no plenário.O Senado tomou uma série de medidas para garantir o sigilo da sessão, como a proibição dos senadores de utilizarem laptops e a recomendação para não fazerem chamadas de seus celulares. As medidas, porém, não impediram que os deputados vazassem informações aos jornalistas durante todo o dia.

Na primeira fase da reunião aconteceu a discussão do projeto, quando cada senador inscrito teve dez minutos para debater o parecer dos senadores Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS), aprovado pelo Conselho de Ética, e que recomendava a cassação de Renan.

O PSOL, que entrou com a representação contra o senador, teve até 30 minutos para fazer a acusação. A presidente nacional do partido, Heloísa Helena (AL), discursou em nome dos colegas de legenda. Em seguida, Renan Calheiros e seu advogado, Eduardo Ferrão, puderam apresentar a defesa, com direito ao mesmo intervalo de tempo. Encerrada a discussão, Viana colocou o projeto em votação, que foi eletrônica e secreta, como determina a Constituição Federal. Dos 81 votos do plenário, o senador precisaria de 41 (metade mais um) para ser absolvido, o que ocorreu.

Durante a sessão, deputados já traziam informações de que o clima no plenário era de absolvição.

Entenda as denúncias

A votação desta quarta-feira apenas considerou uma das quatro denúncias que marcaram os últimos três meses do então presidente do Senado. Em 25 de maio deste ano, a revista Veja revelou que Renan teve despesas pessoais pagas pelo lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior.

O dinheiro bancaria pensão e aluguel da jornalista Mônica Veloso, com quem o senador tem uma filha. No Congresso, Renan disse que o lobista era seu amigo, mas negou ter recebido recursos.

Na segunda denúncia, Renan Calheiros é acusado de ter intercedido no INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) e na Receita Federal em nome da Schincariol. A ajuda do senador teria sido uma retribuição à cervejaria pela aquisição - por R$ 27 milhões - de uma fábrica de refrigerantes de sua família em Alagoas. A denúncia está no Conselho de Ética e tem como relator o senador petista João Pedro.

Em 4 de agosto, a revista trouxe novas denúncias contra Renan. Desta vez, a suspeita é de que o senador seria sócio oculto de duas emissoras de rádio em Alagoas. Laranjas teriam participado do negócio de R$ 2,5 milhões em nome de Renan. Posteriormente à compra, o filho do presidente do Senado aparece na composição societária de uma das empresas. O negócio foi confirmado pelo ex-aliado do senador, o empresário João Lyra, que apresentou documentos. O processo também já se encontra no Conselho de Ética, mas ainda não tem relator.

A última acusação foi feita por Bruno de Miranda Lins, ex-marido de uma assessora do presidente do Senado, em 31 de agosto. Segundo Lins, o empresário Luiz Carlos Garcia Coelho (seu ex-sogro) operava esquema de arrecadação para o senador em ministérios comandados pelo PMDB.

O banco BMG seria beneficiado com a concessão de crédito consignado. Em troca, a instituição financeira teria pago propina.

RENANGATE


RESUMO DA POLÍTICA LATINA...



ELIO GASPARI

O PT quer a Constituinte da reeleição

FFHH denunciou a manobra, mas os grão-tucanos da oposição-companheira fingem que não ouvem

UMA PIADA alemã dos anos 30 do século passado pode ser útil para a compreensão da esfinge de Lula diante de sua sucessão: o sujeito trabalhava numa fábrica de carrinhos de bebê quando sua mulher contou-lhe que engravidara. Ela pediu-lhe que furtasse uma peça por semana, de maneira que, ao fim de nove meses, teria trazido para casa um carrinho inteiro. O marido cumpriu a tarefa. Todavia, por mais que o casal manejasse as peças, nunca conseguiu montar o carrinho para o bebê. Obtinham sempre uma metralhadora.Viviam o rearmamento alemão.

Por suas palavras, Nosso Guia é claro: "Não tem essa de o povo pedir." (...) "Disse e reafirmo que passarei a faixa presidencial ao meu sucessor no dia 1º de janeiro de 2011."

Como Lula combateu o instituto da reeleição até o momento em que passou a ser seu eventual beneficiário, suas palavras nessa matéria exigem um certo grau de ceticismo.

Pelos seus atos, Nosso Guia está levando para o palácio as peças do carrinho de bebê da crise constitucional do terceiro mandato. Quando um presidente flerta com com continuísmo, é tomado por alguns tiques. O primeiro deles consiste em embaralhar as cartas das eventuais candidaturas. Lula deixa no ar não só os nomes de seu próprio partido mas também a idéia da origem desse candidato. Pode ser do PT, ou não. Esse congelamento não é suficiente para que se tema um golpe continuísta. É próprio dos poderosos reter ao máximo o debate de suas sucessões. (Nesse aspecto, Lula é ajudado pelos dois candidatos tucanos José Serra e Aécio Neves - que se fingem de mortos.)

O Congresso do PT deliberou pela conveniência da convocação de uma Constituinte para reordenar o sistema político-eleitoral: "A reforma política não pode ser um debate restrito ao Congresso Nacional, que já demonstrou ser incapaz de aprovar medidas que prejudiquem os interesses estabelecidos de seus integrantes". Nessa frase cabe qualquer coisa, mas vale lembrar que a reforma deste ano naufragou porque o comissariado do PT quis impor um sistema eleitoral que cassava o direito dos cidadãos de escolher nominalmente todos os integrantes da Câmara dos Deputados. Mais: praticamente prorrogava os mandatos dos atuais maganos.

Convocada uma Constituinte, quais as chances de aprovação de uma emenda que dê a Nosso Guia o direito de buscar um terceiro mandato? Nos anos 90, quando FFHH impôs sua maioria parlamentar para criar o mecanismo da reeleição, a América do Sul passava por um febre continuísta de triste memória: Carlos Menem na Argentina e Alberto Fujimori no Peru, ambos posteriormente encarcerados. Hoje, o continente padece de mal pior. É a instituição de um poder vitalício, submetido a referendos periódicos. É isso que Hugo Chávez quer para a Venezuela e percebe-se que a fórmula agrada aos seus colegas Evo Morales, da Bolívia, e Rafael Corrêa, do Equador. Na sua versão burlesca, é esse o espírito da candidatura de Madame Kirchner a Presidência da Argentina.

Seis anos de governo mostraram que, para o bem e para o mal, Nosso Guia pouco tem a ver com Kirchner, Morales, Corrêa e Chávez. O Congresso do PT mostrou que o partido do presidente tem muito a ver com os caudilhos do século 21. Felizmente, Fernando Henrique Cardoso já denunciou isso. Infelizmente, os tucanos da oposição-companheira fazem de conta que não o ouvem.

MAIS UMA DIRETO DO PAÍS DOS IMBECÍS...


Não há dúvidas de que o PT é o lugar comum da contradição: Lula, logo na descoberta do mensalão, disse que havia sido traído. Hoje, no último congresso da legenda, diz que "ninguém tem mais ética e moral do que o PT".

Agora, depois de não ter punido nem UM MENSALEIRO sequer, Lula e o partido mais ético e moral da história desse país, além de quererem a investigação do valerioduto mineiro dos tucanos, desejam também a reestatização da Vale; quer dizer, quase todo o PT: é que o ex-faz-tudo José Dirceu declarou no programa Canal Livre da Band de que não se deve rever nada na questão da Vale, até mesmo pelo simples fato de que a empresa está dando lucro...

Para o PT falar em fraude no valor de venda da Vale - à época de FHC - é preciso antes rever a quantia que o "guverno" Lula "vendeu" a planta da Petrobras boliviana ao companheiro Evo Morales.

E há quem embarque nessa... Reestatização para a empresa tornar-se cabide de emprego e financiadora de caixa 2 de partido político, NÃO! NUNCA!

O jornalista Josias de Souza lembrou bem: "Onde Lula vê “erros”, o Supremo enxerga indícios de crimes. Onde o presidente observa “moral” e ética”, o tribunal procura corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, peculato, gestão temerária e evasão de divisas."


Lula-lá, brilha uma estrela...

PT quer estatizar Vale e investigar mensalão mineiro

NÚRIA SALDANHA Colaboração para a Folha Online

O PT definiu, neste sábado, o apoio a um plebiscito popular para questionar a privatização da Companhia Vale do Rio Doce. O tema mais polêmico do encontro ficou para o último dia do evento. No domingo (2), o Partido dos Trabalhadores decide se vai lançar um candidato próprio para as eleições presidenciais de 2010 ou se apoiará o candidato de algum partido aliado.
O plebiscito foi organizado por entidades como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), a CUT (Central Única dos Trabalhadores), a Conlutas, a UNE (União Nacional dos Estudantes), entre outros.

Também neste sábado o PT decidiu que vai pedir à Procuradoria Geral da República que agilize o processo de investigação do que os petistas chamam de "mensalão" mineiro. O partido quer apuração das denúncias de caixa 2 na eleição de 1998 para o governo de Minas Gerais, disputada por Eduardo Azeredo (PSDB).
A aprovação da proposta que pretende a estatização da Vale do Rio Doce foi comemorada pela ampla maioria dos delegados presentes no 3º Congresso do PT que entoaram, como um grito de guerra: "a Vale é dos trabalhadores". No entanto, o secretário nacional de relações institucionais do partido, Valter Pomar, salientou que a decisão sobre o plebiscito é do partido e que o PT não deverá se manifestar quanto à postura a ser tomada pelo governo federal.

Os integrantes do partido questionam a legitimidade da venda da empresa realizada em 1997, pelo governo FHC. O PT defende que a privatização foi fraudulenta porque, segundo eles, a companhia foi vendida por R$ 3 bilhões e atualmente valeria R$ 50 bilhões.

Neste sábado também foi decidida a promoção de uma reforma política com auxílio da chamada democracia direta, que tem como ponto principal a participação da sociedade nas decisões sobre a política do Brasil. Os petistas querem a reforma por meio de uma Constituinte exclusiva. A idéia polêmica já foi defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno da eleição de 2006.

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) disse que "depois de muitos anos militando, nós temos certeza de que o sistema político atual está falido". Fontana argumentou que o atual regime permite "campanhas multimilionárias financiadas pelo setor privado que depois cobra favores dos eleitos". O financiamento público para campanhas eleitorais é ponto de destaque na reforma política pretendida pelo PT.

O PT decide ainda domingo as questões de conjuntura, que envolvem o funcionamento do partido. Entre elas, o prazo para eleições da cúpula do PT.

Ética

O presidente Lula afirmou neste sábado, em discurso no 3º Congresso do PT, que o partido é o mais ético de todos os partidos e que a legenda deve aprofundar o debate sobre uma candidatura própria em 2010. "Ninguém tem mais ética e moral do que o PT", declarou com dedo em riste, sendo aplaudido pelos militantes.

Pouco antes, o presidente falou que houve "erros", e também relembrou que previu sua vitória nas urnas na eleição do ano passado. "É verdade que podemos ter cometido erros e os erros cometidos estão sendo apurados como precisam ser apurados, mas ninguém nesse país tem mais autoridade moral, ética e política que o nosso partido."

Na última terça-feira, o STF (Supremo Tribunal Federal) concluiu o julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra os 40 envolvidos com o escândalo do mensalão. A Corte aceitou denúncia contra todos os acusados. Entre os réus no processo estão os ex-ministros José Dirceu (Casa Civil), Luiz Gushiken (Comunicação do Governo) e Anderson Adauto (Transportes), o empresário Marcos Valério e os deputados José Genoino (PT-SP) e João Paulo Cunha (PT-SP).
Com THIAGO FARIA, Colaboração para a Folha Online

EIS O FRANCÊS. QUANTO AO BRASILEIRO PROLETÁRIO...


"Vou reabilitar o trabalho".

Nicolas Sarkozy, presidente da França

Derrotamos a frivolidade e a hipocrisia dos intelectuais progressistas. O pensamento único é daquele que sabe tudo e que condena a política enquanto a mesma é praticada. Não vamos permitir a mercantilização de um mundo onde não há lugar para a cultura: desde 1968 não se podia falar da moral. Haviam-nos imposto o relativismo. A idéia de que tudo é igual, o verdadeiro e o falso, o belo e o feio, que o aluno vale tanto como o mestre, que não se podia dar notas para não traumatizar o mau estudante.

Fizeram-nos crer que a vítima conta menos que o delinqüente. Que a autoridade estava morta, que as boas maneiras haviam terminado. Que não havia nada sagrado, nada admirável. Era o slogan de maio de 68 nas paredes de Sorbone: 'Viver sem obrigações e gozar sem trabalhar'.
Quiseram terminar com a escola de excelência e do civismo. Assassinaram os escrúpulos e a ética. Uma esquerda hipócrita que permitia indenizações milionárias aos grandes executivos e o triunfo do predador sobre o empreendedor.

Esta esquerda está na política, nos meios de comunicação, na economia. Ela tomou o gosto do poder. A crise da cultura do trabalho é uma crise moral. Vou reabilitar o trabalho.

Deixaram sem poder as forças da ordem e criaram uma frase: 'abriu-se uma fossa entre a polícia e a juventude'. Os vândalos são bons e a polícia é má. Como se a sociedade fosse sempre culpada e o delinqüente, inocente. Defendem os serviços públicos, mas jamais usam o transporte coletivo. Amam tanto a escola pública, mas seus filhos estudam em colégios privados. Dizem adorar a periferia e jamais vivem nela.

Assinam petições quando se expulsa um invasor de moradia, mas não aceitam que o mesmo se instale em sua casa. Essa esquerda que desde maio de 1968 renunciou o mérito e o esforço, que atiça o ódio contra a família, contra a sociedade e contra a República.

Isto não pode ser perpetuado num país como a França e por isso estou aqui. Não podemos inventar impostos para estimular aquele que cobra do Estado sem trabalhar.
Quero criar uma cidadania de deveres. Primeiro os deveres, logo após os direitos."

O AUTOR
O texto acima é do discurso de posse do presidente francês Nicolas Sarkozy, dando um recado aos que se acostumaram a viver como proxenetas de um discurso esquerdista e que sempre alimentou aqueles que não sabem pensar por conta própria.

FORMA EXATA
Até parece que Sarkozy falou para os nossos intelectuais e para a esquerda tupiniquim. O intelectual brasileiro esquerdista ama Cuba e fala da maravilha da ilha de Dr. Castro, mas o apartamento para férias está em Paris. Cuba só em audiovisual.

TODOS OS HOMENS (E MULHERES) DOS PRESIDENTES: DO SENADO E REPÚBLICA...

Suplicy e Mercadante se recusam a revelar voto sobre a cassação

8 dos 12 senadores do PT se negam a anunciar sua opção, o que podetransformar o partido no "fiel da balança" hoje.

No total, 29 parlamentares ouvidos pela Folha se escudam no sigilo davotação e não dizem o que vão fazer no plenário

FERNANDA KRAKOVICSMARIA LUIZA RABELLODA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Na véspera da votação que vai definir o futuro do presidente doSenado, Renan Calheiros, 41 senadores declararam à Folha que votarãopela cassação hoje. Para que a perda do mandato ocorra é preciso ovoto de no mínimo 41 dos 81 senadores -maioria absoluta,independentemente do quórum. No entanto, como o voto é secreto, sãoesperadas traições e mudanças de lado a lado.

Amparados no sigilo do voto, 29 senadores (35% da Casa) se recusaram arevelar como pretendem se posicionar.O PT, que sempre defendeu o voto aberto, tem o maior número desenadores que não revelam a decisão -8 dos 12 petistas na Casa. "Agente não pode prejulgar, tem que ouvir a defesa até o final", disse Aloizio Mercadante (PT-SP).

Além dele, não declararam seus votos os petistas Delcídio Amaral (MS),Eduardo Suplicy (SP), Fátima Cleide (RO), Ideli Salvatti (SC), SerysSlhessarenko (MS), Sibá Machado (AC) e Tião Viana (AC).

Na enquete, apenas dez senadores saíram em defesa aberta do presidentedo Senado, afirmando que votarão contra o pedido de cassação.

Além da votação ser secreta, a sessão será realizada a portasfechadas. A reunião está marcada para começar às 11h.

Suplicy e PlanaltoApós ter votado pela cassação em votação aberta no Conselho de Ética, Suplicy afirmou que pode mudar de opinião se Renan esclarecer suasdúvidas no último momento. O conselho aprovou, por 11 a 4, o pedido deperda do mandato.Apesar de o Palácio do Planalto preferir a permanência de Renan no cargo, a líder do PT, Ideli Salvatti, liberou a bancada. Ela negou, noentanto, que isso signifique abandono do aliado. "O papel de líder nãome dá o direito de dizer como alguém vai julgar", disse ela.

Quatro petistas declararam que votarão pela cassação: Augusto Botelho(RR), Flávio Arns (PR), João Pedro (AM) e Paulo Paim (RS).

A intenção do Planalto é evitar a abertura de uma disputa pelapresidência do Senado, já que o governo tem uma pequena margem desegurança na Casa e não possui um candidato forte. Assim, haveria orisco de o cargo ser ocupado por um governista independente ou por ummembro da oposição.

Aliado de Renan, o líder do PMDB, Valdir Raupp (RO), também nãoorientou a votação em sua bancada. Ele afirmou que isso seria inócuoporque a votação é secreta e os senadores já estavam com suas decisõescristalizadas.

O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) ligou ontem para Renan einformou que votará pela cassação. Ele é aliado do líder do DEM, JoséAgripino (RN), no Estado. A oposição orientou suas bancadas a votarpela perda do mandato.

Além de Garibaldi, 4 dos 19 senadores do PMDB declararam que votarãopela cassação do correligionário.

A oposição está confiante que o pedido de cassação será aprovado.Aliados de Renan, no entanto, apostam nas traições.

Colaboraram a Agência Folha e a Reportagem Local

ANTI-SEMITISMO CATÓLICO ESTÁ DE VOLTA?

ELIO GASPARI do UOL

Bento 16 e o padre polonês anti-semita

A rádio Maria informa: em Auschwitz não era um campo de extermínio, mas um centro de trabalho

O PAPA BENTO 16, tão rigoroso na condenação da igreja esquerdista latino-americana, meteu-se numa das piores controvérsias que podem assombrar um pontificado: o anti-semitismo do clero polonês. Na semana passada ele se deixou fotografar com o padre Tadeusz Rydzyk durante uma audiência coletiva em sua casa de verão de Castelgandolfo.

Monsenhor Rydzyk carrega nas costas a rádio Maria, uma das emissoras católicas de maior audiência no país e vocaliza o reacionarismo xenófobo e obscurantista que manchou um pedaço da igreja na primeira metade do século passado.Duas pílulas do pensamento vivo do padre Rydzyk, gravadas em abril:Sobre o presidente da Polônia, Lech Kaczynski: "Um fraudador que está no bolso do lobby judaico".

Sobre as reparações que o governo polonês pagará aos judeus espoliados e massacrados durante a Segunda Guerra Mundial: "Você sabe do que se trata. A Polônia dando bilhões aos judeus. (...) Eles vêm e dizem: "Me dá o teu casaco! Tire as calças! Passe-me teus sapatos'".

Pelas ondas da rádio Maria os ouvintes já foram informados de que em Auschwitz não havia um campo de extermínio, mas apenas um centro de trabalho. As narrativas segundo as quais lá foram mortos 1,1 milhão de prisioneiros seriam coisa da "indústria do Holocausto".

Antes do início da guerra havia 3 milhões de judeus na Polônia. Em 1945 restavam menos de 300 mil (2,5%). Pode-se argumentar que esses números estão na conta dos crimes no nazismo, mas o anti-semitismo europeu é um fenômeno anterior e posterior ao domínio da suástica. Nos 18 meses seguintes à capitulação da Alemanha foram assassinados mais judeus na Polônia, na Hungria e na Tchecoslováquia do que nos dez anos que antecederam a guerra.

O cardeal de Cracóvia, a Conferência dos Bispos da Polônia, o Núncio Apostólico em Varsóvia e o próprio Vaticano condenaram o anti-semitismo do padre Rydzyk, mas não moveram um só dedo para afastar a igreja da sua rádio. Pelo contrário, o papa recebeu o padre depois que suas diatribes tornaram-se públicas. Essa distinção deve-se ao prestígio de Rydzyk no meio rural da Polônia. Bento 16 entrou na zona de sombra que estragou o pontificado de Pio 12 (1939-1952), aquele que fez o que pôde, menos o que era necessário.

O anti-semitismo de boa parte dos católicos poloneses tem raízes fundas e antigas na cultura do país. Em 1936, o cardeal-primaz August Hlond condenou o anti-semitismo, mas aceitou o boicote aos negócios de judeus. Nas suas palavras ambíguas e terríveis para uma época na qual o chanceler alemão se chamava Adolf Hitler: "O problema judeu persistirá enquanto houver judeus". Uma das maiores figuras do clero polonês, o padre Maximilian Kolbe, martirizado em Auschwitz e santificado por João Paulo 2º, deixou dois textos (entre mais de mil) em que deu crédito aos argumentos da falcatrua da conspiração judaica dos "Protocolos dos Sábios do Sion". Isso não fez dele um anti-semita, mas apenas mostrou como os estereótipos da ocasião chegaram a atingi-lo. Kolbe ofereceu-se para morrer no lugar de outro prisioneiro, que teve a graça de assistir a cerimônia de sua canonização, em 1982.Um jornal ligado à rádio Maria publicou a notícia do encontro do padre Rydzyk com Bento 16 sob o seguinte título: "O Santo Padre nos abençoou".

domingo, 2 de setembro de 2007

PREPARE-SE: O PT NÃO SAIRÁ MAIS DO PODER; PELO MENOS NAS PRÓXIMAS TRÊS DÉCADAS...


PREPARE-SE: O PT NÃO SAI MAIS DO PODER; PELO MENOS PELAS PRÓXIMAS TRÊS DÉCADAS.
E POR "ALIANÇA PARTIDÁRIA E SOCIAL" ENTENDA-SE: PARTIDOS MENSALEIROS, PMDB, CUT, UNE, MST E IGREJA ETC.

A PERPETUAÇÃO NO PODER QUE SE INICIOU EM 2002 SERÁ EXTENDIDA POR MUITOS ANOS. QUEM VIVER, VERÁ!



PT quer candidato próprio apoiado por aliados para suceder Lula

Por Maurício Savarese

SÃO PAULO (Reuters) - Sem candidato natural para suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT aprovou neste domingo, no encerramento do 3o Congresso Nacional da sigla, resolução segundo a qual o partido precisa ser "dirigente" de uma chapa governista nas eleições de 2010 para o Palácio do Planalto.

"(O partido deve) apresentar uma candidatura petista à sucessão de Lula, capaz de liderar, juntamente com outros partidos, uma ampla aliança partidária e social e vencer as eleições de 2010", diz o texto, que foi aprovado pelos delegados do encontro na manhã de domingo.

A IMPRENSA BRASILEIRA É DE "DIREITA" COMO DIZEM OS PETISTAS MENSALEIROS?

Nada mais pelego. A Folha de S. Paulo poderia ter nos poupado dessa joça. "Nunca na história desse País" houve um texto tão encoleirado, à serviço dos interesses do Estado burro, inchado, ineficiente, incomPTente e corrupto. Até parece edição do Granma, único jornal cubano que coloca apenas os dados "oficiais" da ditadura de Fidel Castro.

Veja a que ponto chegou o "jornalismo" no Brasil: dizer que Lula-lá, desde que perdeu a ex-mulher e a mãe, tem problema em lidar com a morte foi a pior "desde que Cabral pôs os pés aqui". Kennedy Alencar, tenha dó; e vergonha... Mande um e-mail para o jornalista da Folha e mostre que você não é massa de manobra política: kalencar@folhasp.com.br

Ah, América latina da ideologia das cavernas...



Por que Lula demorou 73 horas a falar sobre o acidente

KENNEDY ALENCAR Colunista da Folha Online

Falta de informação segura sobre a causa do acidente da TAM. Receio de que palavras suas pudessem ser interpretadas por familiares dos mortos como tentativa de se eximir de eventual responsabilidade ou de mostrar solidariedade apenas por cálculo político. Decisão de anunciar medidas concretas em resposta à crise aérea, que ganhava então sua feição mais dramática.

Evitar conflito com setores da oposição e da mídia que apontavam culpa do governo por conta da suspeita de pista lisa em tempo chuvoso. Inflamação da pálpebra no dia seguinte à tragédia que exigiu cirurgia, tapa-olho com gelo e sedativo que o fez dormir boa parte da tarde. Por último, dificuldade para lidar com a morte --tema que evoca lembranças dos falecimentos de sua primeira mulher, Maria de Lourdes, em 1971, e de sua mãe, Eurídice Ferreira de Melo, chamada de dona Lindu, em 1980.

Segundo integrantes da cúpula do governo, esse conjunto de razões levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a demorar 73 horas para se manifestar diretamente, em pronunciamento em rádio e TV, a respeito do maior acidente aéreo da história do Brasil.

A seguir, a reconstituição dos bastidores da reação inicial do presidente ao acidente com o Airbus-A320 da TAM, vôo 3054, que matou 199 pessoas ao sair da pista do aeroporto de Congonhas às 18h50 no dia 17 de julho.

Lula estava em seu gabinete no terceiro andar do Palácio do Planalto quando o brigadeiro Joseli Parente Camelo, chefe das missões aéreas da Presidência, lhe disse que um acidente acontecera no aeroporto de Congonhas. "O gabinete ficou cheio de gente em frente da televisão, num ambiente de velório e tensão", de acordo com um dos presentes.

Lula criou um gabinete de crise com os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Franklin Martins (Comunicação de Governo), Waldir Pires (Defesa) e assessores, como o seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho. Perguntas óbvias foram feitas pelo presidente. Quantos morreram? Havia sobreviventes? Causas?

Enviado para São Paulo, o brigadeiro Juniti Saito, comandante da Aeronáutica, conversaria com o presidente por telefone mais tarde e deixaria claro que a dimensão do acidente fora tremenda. Relatou que provavelmente não havia sobreviventes. A tese de "tragédia anunciada", levantada por jornalistas, políticos da oposição e pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas, causou preocupação no gabinete de crise.

Segundo relato de auxiliares, Lula pediu "calma" em relação ao que foi chamado no Palácio do Planalto de "ataque furioso da imprensa". O presidente disse que o acidente seria investigado, que não adiantava ficar brigando e que não falaria enquanto não tivesse o mínimo de informação segura. Autorizou apenas a nota de pesar lida pelo porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach. O presidente e os ministros deixaram o Planalto depois da meia-noite.

No dia seguinte, Lula acordou com "um terçol do tamanho de um bonde", nas palavras de um auxiliar. De manhã, fez pequena cirurgia na pálpebra superior do olho direito. Antes de tomar sedativo, o presidente decidiu que precisava demitir Waldir Pires da Defesa rapidamente.

Autocrítica feita por Lula e toda a equipe: o governo demorou a entender a gravidade da crise aérea e errou ao não substituir Pires no final de 2006, quando o presidente já havia tomado a decisão de tirá-lo. O presidente aguardava um momento de trégua na crise aérea para trocar Pires, mas acabou demitindo-o nas piores circunstâncias possíveis para quem desejava preservá-lo pessoal e politicamente.

O presidente determinou que emissários voltassem a convidar para o cargo o ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Nelson Jobim, que já havia recusado a tarefa semanas antes da tragédia. (Dias depois, numa operação que envolveu amigos e até um oposicionista, Jobim aceitaria o cargo.)

Feita a cirurgia, o presidente foi para o Palácio do Planalto, onde deu as orientações para a nova tentativa de convencer Jobim a assumir a Defesa. Dirigiu-se por volta das 13h para o Palácio da Alvorada, sua residência oficial. Sob medicação, Lula dormiu até o fim da tarde do dia 18 de julho, uma quarta-feira. No início da noite, o gabinete de crise voltou a se reunir no Palácio da Alvorada. Lula recusou sugestão de "mostrar presença solidária", indo ao local do acidente ou se manifestando pessoalmente. Julgou que poderia soar como ato de marketing. Optou por falar em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, mas somente depois de adotar medidas concretas e de ter alguma noção da causa do acidente.

Lula marcou reunião da cúpula do governo e do Conac (Conselho de Aviação Civil) para a manhã seguinte. Acelerou a adoção de medidas que estavam em estudo: fim de escalas e conexões em Congonhas em 60 dias, proibição de vôos fretados no aeroporto, redistribuição de vôos para outros aeroportos e apresentação em 90 dias de estudo sobre o local de novo aeroporto em São Paulo.

O texto do pronunciamento foi escrito por Franklin Martins, com sugestões do marqueteiro João Santana, de outros ministros e do próprio Lula. Na noite de sexta-feira, 20 de julho, mais de 73 horas depois da tragédia, Lula disse em cadeia de rádio e TV que estava com "o coração sangrando". Pediu que não fossem feitos julgamentos "precipitados".

Um amigo antigo de Lula conta que em poucos episódios o viu tão abatido. Diz que ele repetia um bordão nos dias posteriores à tragédia. "Nada do que a gente fizer vai resolver o principal: devolver a vida a essas pessoas".

De acordo com esse amigo, Lula lida mal com a morte. Dois episódios contribuiriam para isso. No ano de 1971, a primeira mulher, Maria de Lourdes, grávida de sete meses, chegou ao hospital com hepatite. Suposta negligência no atendimento resultou na morte dela e do bebê. Quando a mãe de Lula morreu, em 1980, ele estava preso devido a greve no ABC. Foi liberado pelo então delegado Romeu Tuma, hoje senador pelo DEM de São Paulo, para acompanhar o velório e o enterro. Depois, retornou ao Dops, órgão de repressão política da ditadura militar.

A tragédia da Airbus da TAM e a lembrança das mortes da primeira mulher e da mãe teriam deixado o presidente algo paralisado em alguns momentos.

Kennedy Alencar, 39, é colunista da Folha Online e repórter especial da Folha em Brasília. Escreve para Pensata às sextas e para a coluna Brasília Online, sobre os bastidores da política federal, aos domingos.

MONGÓLIA: NEM TUDO ESTÁ PERDIDO... FORA DITADURA COMUNISTA DO INFERNO!


Depois do caos pós-comunista, a Mongólia saboreia um clima de otimismo

Bruno Philip Enviado especial a Norovdin

A aldeia de Norovdin está fincada no coração da estepe mongol, não longe da fronteira russa. A doutora Bayrsuren recebe suas visitas no jardim adjacente ao hospital, modesto, porém bem cuidado. Ela sonha em voz alta. Ela exibe seus cerca de quarenta anos com elegância, trajando um par de óculos bem no estilo dos anos 1950, e enumera as esperanças de uma médica do outro lado do mundo: "Em breve, a linha de alta-tensão chegará até aqui. Em breve, nós poderemos utilizar a Internet e não mais precisaremos do gerador de energia para usar os computadores".A senhora Bayrsuren está expressando algo que repercute os novos tempos que estão chegando: depois da saída caótica da era comunista, um ligeiro vento de otimismo assopra sobre a Mongólia.

Norovdin é uma aldeia de 2.400 habitantes na qual convivem em harmonia casas de madeira, iurtas (tendas circulares tradicionais) e alguns edifícios administrativos de cimento. Nela ainda se vive praticamente no clima do despojamento soviético, quando a defunta República Popular da Mongólia quase se tornara um apêndice da URSS (1924-1990): nada de eletricidade, nada de telefone, três médicos - mulheres - que tratavam prioritariamente os múltiplos casos de cirrose do fígado causados por uma das pragas mais destruidoras do país: o alcoolismo.

Aqui, bebe-se puro a vodka e o leite de égua fermentado que permitem compensar o tédio dos invernos rigorosos ou a persistência da pobreza e do desemprego, 17 anos depois da dolorosa transição do coletivismo para a economia de mercado. Contudo, uma grande maioria dos mongóis que nós encontramos nessas aldeias remotas ou em volta das "ger" - iurtas - típicas dos nômades, hoje mostra ter certa confiança. No plano político, a Mongólia transformou-se numa nação democrática. "A democracia é bem melhor", garante, por meio desta charmosa redundância, o prefeito adjunto de Norovdin, Shiriz Erdene.

Aos 46 anos, trajando um terno cinza e um boné branco, este antigo médico formado em Leningrado durante os anos 1980 é membro de um partido de oposição ao atual resquício do ex-Partido Comunista, que ainda está no poder: ele mostra com certo orgulho o "stûpa" (monumento) budista erigido em memória às vítimas da terrível repressão que, nos anos 1930, ceifou a vida de cerca de 30.000 pessoas, em sua maioria, opositores do regime e monges budistas.

Esta é a prova, segundo ele, de que os mongóis são capazes de não ocultar ou censurar os horrores do passado. "O meu avô foi uma dessas vítimas", diz, apontando para as inscrições gravadas no monumento.Há uma outra razão para que a população se sinta otimista em pleno coração da estepe, apesar de uma situação econômica que no mínimo pode ser chamada de frágil e de uma porcentagem elevada de pessoas que vivem abaixo do limite da pobreza (31% dos mongóis vivem com menos de R$ 135 por mês): embora o êxodo rural esteja perdurando, muitos dos nômades parecem não ter a menor intenção de abandonar as suas pastagens. Empoleirada sobre o seu cavalo, Otganjargal, uma mulher de cerca de 30 anos, trajando óculos escuros e um "del" (vestido tradicional) cintilante, considera a questão da mudança rumo à cidade incongruente: "É claro que eu não tenho a menor vontade de ir embora! Eu sou uma criadora nômade, e permanecerei na estepe!", diz esta mulher com certa rispidez antes de chicotear a sua montaria e desaparecer em velocidade, em meio a uma nuvem de poeira.

No mesmo dia, debaixo de um temporal e chicoteado pelo vento que dobra ao longe a grama dos pastos, o jovem Erdenbat, 19 anos, sonha com sucessos comerciais, com queijos vendidos na capital, isso se o crescimento do seu rebanho de bovinos permitir. Apenas a China, a vizinha ameaçadora que já se apoderou de uma parte do setor mineiro do país, é capaz de deixá-lo irado: "Tudo o que nós comemos e respiramos é chinês", zomba.

Mais ao oeste, chegamos a Ulan-Bator. Com mais de 1 milhão de habitantes, ou seja, cerca de um terço da população do país, esta cidade apresenta grandes espaços característicos da arquitetura soviética, com amplas avenidas, enquanto os morros nos seus arredores são invadidos pelas manchas brancas formadas pelas iurtas de antigos nômades em busca de um eldorado. Estes sim, deixaram as suas pastagens. Sobretudo, depois das grandes ondas de frio que provocaram a morte de 8 milhões de cabeças de gado durante os terríveis invernos do final dos anos 1990 e do começo dos anos 2000.

No seu escritório do ministério situado na imensa Praça Sukhbataar, do nome do pai fundador do comunismo mongol, o secretário de Estado das relações exteriores, Khasbazaryn Bekhbat, atende esta reportagem. Ele assegura, num francês perfeito, que se trata, daqui a oito anos, de "quintuplicar a atual renda per capita de U$ 1.000 por ano, para então duplicar este valor até 2021..." "Em três anos", comemora Bekhbat, "o PIB (produto interno bruto) aumentou 30%".

Mas o combate contra a pobreza está muito longe de ser ganho. Cada vez mais estão aumentando as discrepâncias entre aqueles que foram amplamente beneficiados por um sistema político marcado pela instabilidade parlamentar e a corrupção, e os outros, aqueles que sobrevivem em sórdidos conjuntos habitacionais da era soviética ou nos subúrbios de iurtas da periferia.

Os homens políticos que gravitam em volta dos centros do poder estão na corda-bamba. "A Assembléia Nacional aprovou finalmente uma lei anticorrupção que obriga cada político a mostrar transparência ao elaborar a declaração dos seus bens", comemora Sanjaasurengin Oyun, uma antiga vice-presidente do Parlamento, deputada da oposição pelo Partido da Coragem Cívica. Esta mulher de cerca de 40 anos que domina a língua inglesa encarna a minúscula elite política mongol, aquela para a qual as práticas político-mafiosas das quais são acusados os membros do Partido Popular Revolucionário Mongol (PPRM), do atual presidente Enkhabayar, são intoleráveis. Mas a senhora Oyun prefere amenizar um pouco as suas críticas: "O PPRM é o mais corrupto de todos os partidos porque é aquele que possui a mais longa experiência de poder", reconhece.
Ainda bem que existe o herói nacional, uma figura emblemática de uma nova Mongólia que carece de identidade, para colocar todo mundo de acordo: Gengis Khan, o grande conquistador que unificou as tribos mongóis há oitocentos anos, e era venerado até ser jogado nos calabouços do esquecimento pelos comunistas. Atualmente, o imperador está de volta, impondo a sua presença de modo obsessivo: fumam-se cigarros que levam o seu nome, bebe-se uma vodka cujo rótulo traz a sua representação, chega-se ao país pelo aeroporto Gengis Khan.

E a sua gigantesca estátua de metal cinza, na entrada de Oulan-Bator, domina a estepe. No final de um incongruente retorno da História, para um país que carece de reconhecimento internacional, o governo enviou 160 soldados para Bagdá, em 2003. E isso, 745 anos depois que esta cidade foi saqueada por Hülegü, o neto do grande Khan...

POIS É, TIRARAM AS "ZELITES" PRA COLOCAR ISSO AÍ...

MAIS UMA DA SÉRIE: "O PAÍS DOS IMBECÍS"...


Dispara criação de cargos de confiança no governo

Lula multiplica por 7,6 o número de novos postos comissionados abertos neste mandato

Média mensal de novos empregos desse gênero sobe de 23,8 no primeiro mandato para 179,7 de janeiro a julho deste ano

FÁBIO ZANINIDA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O governo Luiz Inácio Lula da Silva ignorou acusações de aparelhamento da máquina e acelerou o ritmo da criação de cargos comissionados da administração federal no segundo mandato. A média agora é 7,6 vezes a do primeiro mandato.O número médio mensal de postos desse tipo criados saltou de 23,8 no primeiro mandato de Lula para 179,7 entre janeiro e julho deste ano.

Também chamados de cargos de confiança, esses empregos são muitas vezes destinados a apadrinhados políticos.Os dados constam da nota informativa 304/07 do Ministério do Planejamento, datada de 16 de agosto, que foi enviada em resposta a requerimento do líder do PPS na Câmara, Fernando Coruja (SC).

Com quatro páginas, a nota traz o primeiro raio-X da expansão da máquina pública federal no segundo mandato. Os dados mostram que Lula já criou, em 2007, 1.258 cargos comissionados, chegando ao número recorde de 22.345.

Lula herdou do antecessor, o tucano Fernando Henrique Cardoso, 19.943 desses cargos, o que significa que o aumento em quatro anos e sete meses de gestão petista é de 2.402 postos, o equivalente a 12%.Esse crescimento não foi uniforme.
Após redução em 2003, houve grande aumento no ano seguinte, o único em que a média mensal se aproxima da deste ano. Em 2005 e 2006, houve novas quedas.Os cargos comissionados são conhecidos no jargão do governo pelas siglas DAS (Direção e Assessoramento Superior) e NE (Natureza Especial). Regra geral, são destinados a funções de chefia ou postos "sensíveis".O PT calcula que cerca de 5.000 cargos de confiança federais são ocupados por filiados.

Todos são obrigados a contribuir com uma parte do salário, o "dízimo", para o partido.A receita petista com esse tipo de contribuição cresceu 545% no primeiro governo Lula, chegando a R$ 2,88 milhões em 2006. Isso gera acusações da oposição de que a burocracia federal foi partidarizada."Há uma clara politização do Estado.

A burocracia está sendo preenchida por critérios partidários, o que gera problemas de eficiência, como ficou claro recentemente no funcionamento das agências reguladoras", afirma Coruja.O governo rejeita a acusação com o argumento de que os cargos estão sendo criados para suprir deficiências na administração federal."O crescimento da máquina administrativa se dá em resposta ao constante aumento de demandas da sociedade nas mais diversas áreas, desde a social até a da infra-estrutura", diz a nota do Planejamento.

O ministério credita a expansão da máquina à criação de novos órgãos federais, que tem sido intensa neste início de segundo governo.Enquanto o governo FHC acrescentou quatro órgãos em oito anos, Lula criou 12 em menos de cinco. São agora 86 órgãos federais, entre ministérios, secretarias e institutos.Só neste ano, foram criadas duas secretarias especiais com status de ministério, a dos Portos e a de Longo Prazo, levando a 38 o número de pastas no primeiro escalão.

Para suprir os novos órgãos, o governo editou, em junho, uma medida provisória criando 600 cargos de confiança.ReajustesSeguindo uma política de valorizar os titulares de cargos de confiança, que estão entre os mais bem pagos da administração federal, Lula também editou uma MP concedendo reajustes que chegam a 140% em alguns casos.Além do crescimento do número de cargos de confiança, Lula aumentou também o número de cargos efetivos, que exigem concurso público.

A nota do Planejamento repete dados já conhecidos, revelando uma expansão da máquina de 809 mil servidores da ativa no último ano de FHC para 997 mil no ano passado. Nesse caso, não há informações atualizadas sobre 2007.O governo diz que o aumento reflete uma política de substituição de terceirizados por servidores concursados.

FOLHA DE S. PAULO

LEOPARDO PERSA


CENSURA NA INTERNET PELOS AUTORITÁRIOS COMUNISTAS E MUÇULMANOS

Censura na Internet: Estados contra "ciberdissidentes"

Sylvie Kauffmann*, com Martine Jacot e Brice Pedroletti

No decorrer de uma dezena de anos, a Internet se impôs como uma ferramenta essencial da vida democrática. No Ocidente, o ciberespaço revolucionou as campanhas eleitorais e propiciou o surgimento de um "jornalismo cidadão". Nas jovens democracias e nos regimes autoritários, ele forneceu uma arma temível aos defensores da liberdade de expressão e aos militantes democráticos: a arma da comunicação invisível.

Inevitavelmente, esses regimes buscaram formas de controlar essa arma. E eles a encontraram - com a ajuda das grandes companhias de high-tech ocidentais. Seja por meio de um arsenal repressivo ou tecnológico, certos países agem de todas as maneiras possíveis para tentar controlar a Internet, para impedir a circulação das idéias, das informações e das palavras de ordem independentes. Será que eles conseguem? Não de uma maneira plena e total, e não em todos eles. Como sempre acontece, é mais fácil controlar um pequeno país de que um grande, mas, conforme vêm constatando às suas custas os dirigentes chineses, a onda da Internet não é fácil de represar. Além disso, os internautas, em certos casos, também são muito fortes em tecnologia.

CHINA

40.000 policiais da Web contra 162 milhões de internautasA "grande muralha virtual" erigida pelo governo chinês obriga os internautas a lançarem mão de estratégias de contorcionismo e a se submeterem a jogos de esconde-esconde. Encontrar soluções para blogs fechados, sites bloqueados, mensagens apagadas requer certa engenhosidade. Atravessar a linha vermelha pode custar caro: a ONG Repórteres sem Fronteiras estima que 52 ciberdissidentes estão atrás das grades atualmente na China. Em geral, eles são acusados de ter revelado segredos de Estado, um delito utilizado para enquadrar toda e qualquer infração, e que permite todos os abusos de poder.
A autocensura é sistemática: os portais (Sina, Sohu) ou os hospedeiros de blogs (Tianya) recebem, assim como todos os veículos de comunicação, circulares que enumeram os assuntos que não devem ser abordados - parecidas com aquela que o jornalista Shi Tao divulgou on-line em 2005, o que lhe valeu dez anos de prisão. A limpeza é efetuada (frases desaparecem dos blogs ou dos fóruns de discussão), antes mesmo que a polícia da Internet, que inclui de 30.000 a 40.000 membros, intervenha.Uma nova etapa acaba de ser galgada. Em 24 de agosto, os hospedeiros de blogs chineses, e até mesmo o Yahoo e a Microsoft (MSN) assinaram um "pacto de autodisciplina" por meio do qual eles se comprometem a não difundir "mensagens ilegais e errôneas" e a "proteger os interesses do Estado e do público chinês". Este "pacto" incentiva também os hospedeiros a identificarem os blogueiros.
Até então, o sistema de censura chinês havia sido seriamente posto à prova pelos 162 milhões de internautas recenseados, com os seus 20 milhões de blogs. A Internet tornou-se uma caixa de ressonância sem equivalente para a sociedade civil. Ela obrigou o partido a levar em conta uma opinião pública que ele desprezava, e vem alimentando uma imprensa que se mostra cada vez mais agressiva.
Em Xiamen, em maio, um ativista conseguiu, por meio do seu blog, mobilizar a população da cidade contra o projeto de construção de uma central petroquímica. Após terem enviado e recebido um total de cerca de um milhão de mensagens SMS, os habitantes participaram de uma das maiores manifestações já organizadas numa grande cidade da China desde as concentrações maciças da Praça Tiananmen em 1989. "Os veículos de comunicação não puderam falar da manifestação. Mas muitos internautas se deslocaram às suas custas até o local e registraram os acontecimentos com um telefone celular ou ainda uma câmera, para depois difundir as imagens na Web. É um novo canal que permite uma expressão independente", explica Li Datong, o antigo redator-chefe da revista semanal "Bingdian", que foi despedido em 2006 por ter reproduzido on-line um sistema de penalidades imaginado pelos dirigentes do partido para sancionar os jornalistas críticos demais.Revelada por uma reportagem televisiva, a escravidão generalizada que vem sendo praticada nas fábricas de isqueiros do Henan e do Shanxi tornou-se uma questão de importância nacional graças à Internet, por meio da qual os pais de crianças desaparecidas fizeram circular petições. Não há mais nada que parece poder deter a informação na China: o governo finalmente renunciou, em maio, a obrigar os autores de blogs a se registrarem previamente com a sua verdadeira identidade. A tarefa revelara-se complicada demais de implementar em tão grande escala.

VIETNÃ

Uma recente onda de processosA utilização da Internet no Vietnã conheceu um progresso rápido, passando de 9 para 14 milhões de usuários, ou seja, 17% da população, entre 2005 e 2006. Muitos deles são jovens e se conectam nos cerca de 5.000 cibercafés do país, o que facilita o controle pelas autoridades. Com efeito, a legislação exige dos provedores de acesso e dos cibercafés que eles instalem softwares de vigilância, que eles conservem as informações sobre os usuários e denunciem aqueles que infringem a lei: todo conteúdo "que se opuser ao Estado, que procurar desestabilizar a segurança do Vietnã, a economia ou a ordem social, ou que incitar a oposição" é ilegal. Existem poucos motores de pesquisa vietnamitas, o que limita os acessos ao exterior. Segundo a ONG OpenNet Initiative, o Vietnã regulamenta de maneira extensiva o acesso à Internet, simultaneamente por meio da gestão da infra-estrutura e da filtragem do conteúdo, sobretudo político e social. A filtragem atinge também os sites das comunidades vietnamitas no exterior.
Em 2006, os internautas vietnamitas afastaram os limites da censura, conseguindo, entre outros, criar três publicações dissidentes. Preocupado em obter a sua inclusão na Organização Mundial do Comércio (OMC), o regime comunista permitiu que uma relativa tolerância se instaurasse. Um movimento democrático batizado de Bloc 8406, porque nascido em 8 de abril de 2006, desenvolveu-se na Web. Mas, em julho de 2006, uma lei destinada a impor uma disciplina aos jornais on-line entrou em vigor. O controle dos cibercafés foi reforçado e, em 2007, uma onda de processos arrebentou sobre os ciberdissidentes. Entre os dias 10 e 15 de maio, várias condenações de três a cinco anos de prisão foram pronunciadas e, segundo associações de defesa dos direitos humanos, nove ciberdissidentes e jornalistas estão atualmente encarcerados.
Contudo, apesar da repressão e da censura, a Internet continua sendo crucial para os opositores ativos como ferramenta de comunicação e de ligação com a diáspora vietnamita. Aqueles que possuem um know-how tecnológico sofisticado o suficiente conseguem driblar sem problema a filtragem. De maneira geral, conforme escreveu no "Times Ásia" o militante dos direitos humanos Nguyen Thanh Giang, "os fóruns de discussão aceleraram a abordagem e a atitude democrática".

TUNÍSIA

Sob controle rígido, o governo tunisiano incentivou ativamente a aceleração do acesso à Internet, principalmente nas universidades e nas escolas. A oferta de programas de conexão gratuita, a viva concorrência entre os provedores de acesso, e a abertura de cibercafés, permitiram que cerca de 9% da população pudesse utilizar regularmente a Internet.
Entretanto, tudo isso vem sendo feito sob um controle rígido: os provedores de acesso devem transmitir as suas listas de assinantes para as autoridades. Os proprietários de cibercafés são considerados como responsáveis pelas páginas e os conteúdos que os clientes acessam e por tudo o que eles utilizam. Além disso, eles devem zelar para que os sites visitados não "perturbem a ordem pública". Segundo a OpenNet Initiative, a filtragem da Internet é efetuada pelo software SmartFilter, fabricado por uma sociedade americana da Silicon Valley, a Secure Computing. A Arábia Saudita, o sultanato de Omã, os Emirados Árabes Unidos e o Sudão também utilizam o SmartFilter.

CUBA

Conexões privadas, difíceis e rarasTotalmente dominada e controlada pelo poder, a imprensa oficial cubana implantou sem demora sites na Web (os do Granma, do Trabajadores, etc.), em várias línguas. Em contrapartida, o acesso dos cidadãos cubanos à Internet é severamente dificultado e controlado em diversos níveis.Os cubanos proprietários de um computador (3,3 de computadores para cada 100 habitantes, uma das taxas mais reduzidas do mundo), precisam em primeiro lugar obter a autorização expressa das autoridades; além disso, desde 1996, eles devem pedir à única operadora da ilha, a companhia ETEC SA, um credenciamento obrigatório, mediante uma "justificativa válida", se eles quiserem dispor de uma linha e de uma assinatura. Isso equivale a dizer que as conexões privadas são raras. Apenas os altos responsáveis políticos, as embaixadas, as sociedades estrangeiras, os dirigentes universitários e as empresas voltadas para a exportação são equipados. De maneira geral, as mensagens que circulam na Web não devem "comprometer a segurança do Estado", nem transgredir as leis e os "princípios morais" do país.

Entretanto, Cuba desenvolveu, a partir de 2000, uma rede de cibercafés. Estes são caros para os cubanos; eles são vigiados (nem os opositores reconhecidos, nem os jornalistas independentes têm acesso a eles), e as suas conexões são lentas. Todo e qualquer usuário dever registrar o seu sobrenome, seu nome e seu endereço. Então, ele deve escolher entre um simples serviço de e-mails implantado pelo Estado (R$ 3,20 por uma hora) e um serviço chamado de "internacional", que dá acesso a toda a Internet (R$ 10,63 a hora, ou seja, mais de um terço do salário mensal médio de um cubano).
Curiosamente, segundo apurou a organização Repórteres sem Fronteiras após verificações recentes, todos os sites são acessíveis, inclusive aqueles da oposição cubana no exterior. Em contrapartida, certas palavras-chaves consideradas como potencialmente subversivas (tais como "Fidel"), quando são escritas num site de busca, indicadas em algum editor de texto ou numa mensagem eletrônica provocam invariavelmente a abertura de uma janela que traz a seguinte advertência: "Este programa será fechado dentro de alguns segundos por razões vinculadas à segurança do Estado".
Tradicionalmente despachados, muitos cubanos compram ou "pegam emprestados" os códigos de conexão de pessoas autorizadas a ter uma linha, inclusive junto a oficiais do regime. Mas este tráfico, passível de cinco anos de prisão (vinte anos para os autores de artigos considerados "contra-revolucionários" e que foram publicados em sites estrangeiros), é arriscado.De fevereiro a agosto de 2006, Guillermo Fariñas, cujo apelido é "El Coco", um diretor da agência de notícias independente Cubanacan Press, realizou uma greve da fome, interrompida por algumas hospitalizações forçadas, por ter pedido o acesso para todos a uma "Internet livre". A Repórteres sem Fronteiras lhe outorgou o seu prêmio, o Cyberliberté, em 2006.

DO LE MONDE

Tradução: Jean-Yves de Neufville

sábado, 1 de setembro de 2007

O PAÍS DOS IMBECIS É IMBATÍVEL: LULA-LÁ É A MAIOR PROVA...


Lula diz que PT é o mais ético e defende debate sobre candidato em 2010

THIAGO FARIA Colaboração para a Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado, em discurso no 3º Congresso do PT, em São Paulo, que o PT é o mais ético de todos os partidos e que a legenda deve aprofundar o debate sobre uma candidatura própria em 2010. "'Ninguém tem mais ética e moral do que o PT", declarou com dedo em riste, sendo aplaudido pelos militantes.

Pouco antes, o presidente falou que houve "erros", e também relembrou que previu sua vitória nas urnas na eleição do ano passado. "É verdade que podemos ter cometido erros e os erros cometidos estão sendo apurados como precisam ser apurados, mas ninguém nesse país tem mais autoridade moral, ética e política que o nosso partido."

Na última terça-feira, o STF (Supremo Tribunal Federal) concluiu o julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra os 40 envolvidos com o escândalo do mensalão. A Corte aceitou denúncia contra todos os acusados.

Entre os réus no processo estão os ex-ministros José Dirceu (Casa Civil), Luiz Gushiken (Comunicação do Governo) e Anderson Adauto (Transportes), o empresário Marcos Valério e os deputados José Genoino (PT-SP) e João Paulo Cunha (PT-SP).

Em mensagem aos integrantes do partido, o presidente afirmou que nas investigações do mensalão "aqueles que forem comprovados [culpados] pagarão" e pediu aos militantes que sejam mais próximos do governo, mas moderados nas críticas.

"Mudamos a direção do PT, porque a realidade mudou, mas mudamos sem mudar de lado", afirmou Lula, muito aplaudido pelos militantes do partido.

Lula participou hoje do segundo dia do congresso do PT. Pela previsão inicial, o presidente participaria da abertura do evento, realizada ontem à noite. Mas ele acabou adiando para hoje seu pronunciamento para dirigentes e militantes petistas.